Hoje eu me permito sentir-te Na plenitude de sua longa idade Vestido de todas as marcas que já te couberam
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Hoje eu me permito sentir-te Na plenitude de sua longa idade Vestido de todas as marcas que já te couberam Hoje eu me permito sentir-te Livre da fala afobada Do passo afervorado Livre de todas as certezas que são comuns aos aprendizes Hoje eu me permito sentir-te Com seus medos mapeados Suas frustrações acalmadas E desapegos reais Hoje eu me permito sentir-te Com a carga da mão em meu corpo, regada a equilíbrio Nem pouco nem muito pesada, Suficiente! Hoje eu me permito sentir-te Com pausas certeiras, me conferindo a paz que eu sempre almejei ter ao lado de alguém.