Haiti Adriana Janaína Poeta Flor despedaçada
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Haiti Adriana Janaína Poeta Flor despedaçada entre guerras e ruínas, entre tremores e lágrimas, entre a fome, pedaços e rajadas de foligem e desespero, do mesmo aço que foi forjada na esperança e no medo, tua armadura ainda é brava, onda cortante que teima em renascer no mar. Tuas mãos famintas, teus pés cansados, ainda são movidos por corações fortes, em teus olhos ainda brilha o sol da esperança. Tua terra sacudida se refaz, feito semente germinada que irrompe o duro solo. Teu rosto, olhos e lábios, lar dos esquecidos, irrompe acima das nuvens, ressurge, porque a coragem e a vida de mãos dadas caminham, mesmo após violenta noite. Te imaginavam dormindo, eis que gigante em alma, acordas. Teu sorriso feito o sol cobre o mundo, desperta no Homem a humanidade, após o silêncio e o frio. Grande é a tua força que enche de esperança a taça que ergues agora ao mundo.