Quando cheguei naquele lugar, fui arrebatado por milhões de antigas sensações e sentimentos novos. As lembranças enganavam meus sentidos e torturava minha sanidade. Recordei-me de dias ensolarados, que me concedia o mundo em sua forma palpável, cujas possibilidades não podem ser mensuradas.
Quem fui um dia, não costumo mais ser.
E o que disse certa vez a alguém, não faz mais sentido em meio a solidão.
Quem me fez rir ontém mesmo, hoje é a razão do meu desespero.
Os sonhos que construi com base em nós no ontém, hoje não passam de lembranças vazias.
A mesma lua que em um passado não muito distante, contemplava-me, hoje persegue-me a fim de executar-me pelo banal crime de ter te amado.
Quem sou?
Sou um aglomerado de pensamentos.
Um atordoado de gritos silenciosos presos ao vácuo.
Uma série desastrosa de acertos inconscientes.
Um espaço preenchido pelo vazio de existir.