Toma minhas mãos entre as tuas
e, como quem cuida do céu,
deita meu corpo cansado.
Repousa minha cabeça em teu colo.
Fale baixinho de todas
as saudades que sentes.
E assim te consumo
e me consomes
e nos desgastamos, nos despedaçamos
sem dó nem juízo...
Gastamos o tempo,
enfrentamos o vento, sem armas,
sem armaduras,
sem guerras, sem motivos,
até que finde a noite,
até que a vida se finde...