Ainda acredito no amor mais humano e menos tecnológico. No amor que não dependa de aplicativos. Na voz no pé do ouvido e no toque de peles.
Frases de Abner Esteves
37 frases
Quando a lembrança dói, não há o que fazer, se não relembrá-la, relembrá-la, relembrá-la. Até que seu sentido mude de direção.
A práxis da reflexão deve ser o berço de nossas inquietações.
Não prometa aquilo que você não [quer] pode cumprir. Existe gente que acredita, e espera.
Na Psicanálise não se fala em superação. Nada superamos. A ferida faz parte da nossa história. O que muda é a nossa forma de lidar com ela.
A ideologia da felicidade tem adoecido o homem, que se vê na obrigação de dar seu sangue por algo que não se encontra fora, mas dentro de si.
E foi se machucando que ela soube que costurar não envolve apenas tecidos, mas também afetos remendados.
Teu corpo é lindo. Encobre histórias, segredos. Ele se comunica também. É a extensão dos seus afetos. Por isso não deve ser padronizado.
"Homem não chora" - e foi assim que seu corpo fora adestrado pelo discurso do outro, tornando-se casco onde antes poderia ter brotado flores.
Amor é como um papel dobrado, podendo ganhar variadas formas. E mesmo que se desdobre para outros caminhos, ainda assim permanece sua marca.
Ousadia é Amar Pois é um tiro no escuro Um caminho sem destino certo.
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Ousadia é Amar Pois é um tiro no escuro Um caminho sem destino certo. Ousadia é Amar Em tempos que Só se deseja ser A M A D O.
Todos, em algum momento da vida, já gritaram em Silêncio.
A insensatez virou religião.
Por sentir-se inferior, o neurótico sempre tece comentários afiados na tentativa de desonerar o outro de suas virtudes (desejadas e invejadas por ele).
Somos poesias incompletas. Feridas pela ausência de outros versos, outras rimas, outros autores. Pois não há Eu sem outros mais.
Feliz dia dos que amam em Silêncio. Dos que guardam histórias de outros (des)amores, de outras paixões. Feliz dia dos nós dos nossos enlaces. Feliz dia dos desencontros, dos amores proibidos, das estrelas dadas de presente. Feliz dia dos que amam, e também dos que desejam amar.
Estamos sempre em busca do objeto de amor ideal. Mas que ideal? Na constituição humana a insatisfação impera. Não há ideal que anule a falta.
Somos a metade que não se conclui. A fala muda. O discurso silencioso. O dito não dito. Somos então um enredo que pensa acabar o inacabado.
A Vida existe para lhe mostrar que não adianta fazer tantos planos.
O bom da música é que ela evoca afetos até então adormecidos. E o mau da música, bem... é que ela evoca afetos até então adormecidos.
Fale. Fale das coisas do mundo. Fale dos amigos. Fale sobre o céu, sobre os livros, sobre a Vida. Pois é falando do outro Que eu lhe conheço.
Seria mais fácil elaborar nossas perdas se com elas também fossem embora suas representações. Mas não, elas permanecem, e não se despedem.
Incrível quando em análise o sujeito percebe seu sintoma por meio de suas repetições. É um doloroso insight, mas libertador quando ressignificado.
Se para o jardineiro é triste plantar o que não floresce, imagine para quem ama? Segundo Freud, o que amamos é o retorno do amor do outro.