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Frases de Abgar Renault

4 frases

Encantamento Ante o deslumbramento do teu vulto sou ferido de atônita surpresa
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Encantamento Ante o deslumbramento do teu vulto sou ferido de atônita surpresa e vejo que uma auréola de beleza dissolve em lua a treva em que me oculto. Estás em cada reza do meu culto, sonhas na minha lânguida tristeza, e, disperso por toda a natureza, paira o deslumbramento do teu vulto. É tua vida a minha própria vida, e trago em mim tua alma adormecida... Mas, num mistério surdo que me assombra, Tu és, às minhas mãos, fluida, fugace, como um sonho que nunca se sonhasse ou como a sombra vã de uma outra sombra...

Em vão busco acender um diálogo contigo: a alma sem tom da tua boca de água e vento despede cinza, névoa e tempo no que digo, devolve ao chão o meu mais longo pensamento... e entre cactos estira esse desertos ambíguo que vem da tua altura ao vale onde me assento, procurando teu…
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Em vão busco acender um diálogo contigo: a alma sem tom da tua boca de água e vento despede cinza, névoa e tempo no que digo, devolve ao chão o meu mais longo pensamento... e entre cactos estira esse desertos ambíguo que vem da tua altura ao vale onde me assento, procurando teu verbo.

Fim O que eu perdi não foi um sonho bom, não foi o fruto a embebedar meus lábios,
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Fim O que eu perdi não foi um sonho bom, não foi o fruto a embebedar meus lábios, não foi uma cançõ de raro som, nem a graça de alguns momentos sábios. O que eu perdi, como quem perde uma outra infância, foi o sentido do enternecimento, foi a felicidade da ignorância, foi, em verdade, na minha carne e no meu pensamento, a última rubra flor do fim da mocidade. E dói - não esse gesto ausente, a que se apagam as flores mais solares, mas uma hora, - flor de momento numa breve aurora - hora longínqua, esquiva e para sempre morta, em cuja escura, inacessível porta noturnos olhos cegamente vagam.