Meus amores foram todos temporários,
os construí como quem forma um castelo na areia,
vagarozamente e com cuidado.
Todos falhando no percurso do tempo,
eu nunca criei importância em amar a mim mesmo,
nunca olhei para dentro de mim.
Estamos realmente perdidos, sempre,
até encontrar alguém que possamos agradecer,
por aparecer na hora difícil
posicionando bem do nosso lado.
O que sempre precisamos,
é de alguém que nos dê
um abraço apertado,
um sorriso sincero,
chegando no tempo certo
e indo embora na mesma contagem.
Sinto muito pelo tempo perdido,
eu nem sempre fui correspondido,
me enganei nos primeiros dias
com uma paixão que eu não entendia,
me deixei levar, mas ainda assim,
eu quis tentar.
Aprendi a gostar de você pelo caminho,
e espero que o seu aprendizado
também seja curto,
temporária seja sua dor
assim como foi o meu amor.
Teus cabelos longos e amarrados,
perdidos pelo teu corpo atordoado,
encontra satisfação na boca do amado.
O suor que percorre tuas costas,
frio como a mais gélida encosta,
assusta o teu corpo em vão.
Levante a tua cabeça,
contorça a tua coluna,
respire fundo, a paixão.
As noites em
solidão,
cheias de paixão.
Os vestígios tem
cheiro,
do amor eterno.
Aos poucos
vem a morte de quem eu amo
e a felicidade de quem eu desprezo.
Meu corpo marcado
pela tua lembrança
que ainda sinto.
O único beijo
que roubou meu folego,
em um perfeito abraço,
entrelaçando nossos corpos
nos tornando um.
Na noite
encontramos o desejo,
o calor,
o toque,
o beijo
que acelera nosso coração.
A mão
que percorre o corpo,
o desejo
de sentir,
de gritar,
de ouvir.
O corpo
cada vez mais perto,
mais único,
mais entrelaçados
pelo abraço
que nos tornava um
Nos passos da morte,
no toque frio
da noite escura
todos definhamos,
a passos lerdos
do inevitável.
Quando fechei meus olhos,
me encantei com o que existia em mim
Quando os abri,
você estava lá.
Você sempre esteve lá
para que meu coração pudesse
bater ao se encantar,
enquanto o teu sorriso
em meus olhos brilhar.
Nos passos da vida,
eu colhi
os espinhos que plantei.
Meu corpo
falha em andar,
minhas pernas
não possuem respostas
para me cativar.
No cansaço dos passos
de pés ensanguentados,
eu tenho desistido
dos passos que dei.
Me perco nos degraus da vida
Sem transparecer minha fraqueza,
Cada passo pelo erro
Lamento minha tristeza.
Não permitirei o cansaço das pernas
Nem a fraqueza dos meus sonhos,
Ignorando toda a critica de maldade.
Sou guiada pela minha liberdade
E movida pela minha força de vontade.
Eu,
que sempre quis
no sorriso de cada esquina,
me apaixonar em uma porta de bar.
Nunca encontrei essa paixão.
Com meus olhos abertos
tudo era temporário,
menos a solidão.
Entre os vales
E os buracos
Encontro calado
O preço dos passos.
Com a voz ignorada
Em um desastre espiral,
Amo a dor presente
Da vida melancólica e carnal.
Preso ao som
Da solidão aparente,
Deslumbro as lagrimas
De uma livre mente.
Só o bárbaro e o imbecil,
possuem tamanha ignorância para dizer,
que o calçado é mais importante
que o pé do homem,
e as vestes de couro de carneiro
são mais nobres que tua pele.
Vivi tarde
influenciado pela maldade
em meu momento covarde
que era eu
a muleta da tua vida.
Te influenciei a dizer
que em mim parecia perecer
a distância que expulsa.
Descobri tarde
sem influencia alguma
que era eu teu porto
seguro e sem vida oportuna.
Amado pelo tempo
único pelo momento
preenchido pelas tuas lacunas.
Vivo eu cansado
amparado pelo acaso
com saudade do corpo
preenchedor da minha fortuna.