Ainda: O Tempo que Vale Ainda há um brilho nas manhãs ensolaradas, Um sopro de vida nas risadas encantadas.
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Ainda: O Tempo que Vale Ainda há um brilho nas manhãs ensolaradas, Um sopro de vida nas risadas encantadas. O tempo flui como um rio que não se apressa, Moldando memórias, em cada beleza que se expressa. Ainda existem os abraços que aquecem a alma, Os laços de amor que a vida nos calma. As promessas de um futuro que acende a esperança, Um sonho renovado, a doce confiança. Mas ainda também pesa o silêncio profundo, As feridas que o tempo deixou em nosso mundo. As memórias que queimam, como fogo em papel, E o peso do passado, um cinto de ferro e fel. Ainda, há a pressão de ser sempre o melhor, O medo de falhar e causar algum dolor. Um herói sem capa, mas com fardos reais, Carrego no peito o peso dos ideais. Ainda, o tempo é sábio, mas é também severo, Desfaz os planos, transforma o que é sincero. Como um escultor que arranca a dor, Traz à luz verdades, que revelam o amor. Ainda, as vitórias que nos fazem sorrir, Os momentos de glória que não podemos fugir. Cada riso, cada lágrima, são partes do jogo, E mesmo nas sombras, é preciso dar um afago. Ainda, o tempo nos brinda com lições, Um amanhecer que reflete as emoções. Pois mesmo que o tempo leve o que é puro, Ficam as lembranças, e o amor que é seguro. Então, ainda, entre a alegria e a dor, O tempo vale mais que o peso do temor. É a soma dos momentos, a força do viver, E mesmo nas batalhas, ainda é preciso crer.