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Frase de Michelle Trevisani

Havia uma casa. Nela um porão empoeirado. Duas lamparinas apagadas, um resto de vaso, uma cortina rasgada, quadros sobrepostos e um cheiro de madeira adocicada. Guiei-te pela mão. Não que estivesse suficientemente escuro, mas te guiar é como dizer – vem que sou tua. Amamo-nos naquele chão, que ardia os pulmões – não sei se, pela necessidade dos corpos, ou se por todo aquele pó. Pó nenhum mais incomodava, ao final. Só havia o sorriso então, invadindo aquele espaço todo. Luzes tremeluziam do olhar e já não estavam apagadas as lamparinas. Ardiam e queimavam como meu ósculo, molhado em suas costas.

Michelle Trevisani

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Não havia nada de errado com ela. Havia muitos erros era no mundo e na forma como ele insistia em girar. Levava os amores embora. Impedia pessoas que seriam perfeitas juntas de se encontrarem. Voltara para casa, com as mãos abanando. Chutou uma pedra, praguejou um tanto, e foi gu…
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Não havia nada de errado com ela. Havia muitos erros era no mundo e na forma como ele insistia em girar. Levava os amores embora. Impedia pessoas que seriam perfeitas juntas de se encontrarem. Voltara para casa, com as mãos abanando. Chutou uma pedra, praguejou um tanto, e foi guardando as poucas lágrimas que lhe restara no coração. Não havia nada de errado com ela. A culpa era mesmo do mundo e estas muitas voltas.