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Frase de António Prates

⁠O que canto em abundância são retratos de saudade... És a flor da minha infância E um cartão de identidade. I Nas passagens do rossio o colorido do ervado, velhas eiras, algum gado e cem anos de pousio... Na riqueza do teu brio eu vivi sem importância, sem o vício da ganância, no carinho do teu leito, é sincero e por direito o que canto em abundância. Ii Para sempre a minha escola, o meu teste de memória, professora dona Vitória e mil sonhos na sacola... Sua imagem me consola num padrão de eternidade, vi em ti a liberdade, muita força e muito medo, e as promessas dum brinquedo São retratos de saudade. III Aquela imensa multidão, as promessas arrojadas, com pessoas encantadas oferecendo a exaustão... Boa-Nova e devoção demonstrados na constância, o teu povo em abundância vê passar mais um petiz, mas que hoje ainda diz: És a flor da minha infância. IV És a página mais amena no meu livro desfolhado, o sentimento emocionado, a nostalgia que me acena... Neste abraço para Terena há carinho e amizade, e aquela fraternidade que eu guardo de criança... foste tu a minha esperança e um cartão de identidade.

António Prates

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Havia muito mais progresso moral se não houvesse tanta inveja nem tanto egoísmo.