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Frase de Augusto Matos

Pré-sal Petróleo, no final das contas, resulta em dinheiro e em gases poluentes na atmosfera. É a inexorável realidade. Tamanha quantidade de carbono, alocada nas profundezas das camadas geológicas da costa tupiniquim, será trazida à tona, se diluirá no ar que respiramos... Se exportá-la, então no ar do mundo. Há pesquisas sérias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), as quais comprovam indubitavelmente que a poluição atmosférica paulistana mata mais do que o trânsito, a diferença é que não é tão noticiada, nem dá tanto Ibope. O mundo está pelejando, com boas iniciativas em vários países, para baixar os níveis de poluentes na fina e frágil camada atmosférica que abarca os seres viventes no planeta, pois vidas humanas estão em jogo, o futuro da espécie está em jogo, os animais etc. estão em jogo. Como contrapartida à exploração petrolífera, serão feitos fortes investimentos em educação e saúde, pelo menos em tese é o que foi divulgado ao povo, eleitores implícitos... Ora, um silogismo: País evoluído tem educação de altíssimo nível; educação de altíssimo nível implica boa saúde da população e sustentabilidade (incluindo redução de emissão de poluentes). Eis um paradoxo: Investe-se em educação de altíssimo nível, a custas de emissão de poluentes (fruto da árvore petroleira); ensina-se aos alunos que a saúde da população e a sustentabilidade são antagônicas ao obsoleto petróleo como origem de combustíveis; portanto, investimentos assombrosos para pedagogicamente negar a própria origem dos investimentos... Há de se pagar o preço? Para obtenção de recursos, para alavancar a economia (prioridade política), deve-se ir na contramão do que requer a combalida natureza (prioridade política secundária)? Vale o sacrifício? Ela tem um preço? Mas os valores a serem gerados pela exploração petroleira já foram calculados, com precisão e entusiasmo... Investir em educação com recursos do pré-sal mas deixar como herança para a atual e as futuras gerações um meio ambiente cuja deterioração atmosférica já é apocalíptica? Não é investir, e sim cinicamente indenizar... Já se investe alto em educação, o problema é a ineficiência, é o despreparo, é a herança de décadas de descaso com o ensino no Brasil. Coreia do Sul, Finlândia e Suécia, por exemplo, não dispõem de pré-sal, são economias menos portentosas que a brasileira, no entanto, são o que denomino como "países-professores", que têm muito a ensinar sobre como se deve investir em educação. A Suécia tem um interessante bônus pedagógico, ou seja, lá, os políticos não têm salário, não têm regalias, não têm moradias luxuosas cedidas pelo governo, não têm as verbas de gabinete que no Brasil são tão polpudas, tantas vezes gastas de forma obscura... É líquido (literalmente) e certo, petróleo é sinônimo de cadeia produtiva e consumo final danosos, desde o refino, até a sua saída nos escapamentos de veículos, dentre outras fontes de emissão. Há também o especto de interesses da indústria automobilística, cujo lobby é fortíssimo, capaz de intervir nos rumos da economia do País. Automóvel é ambíguo, beneficia e prejudica ao mesmo tempo, dependendo de paradigmas se polariza mais para uma do que para a outra característica. Veículos elétricos indubitavelmente sobrepujam os movidos a combustíveis fósseis no sentido ecológico. Cabe uma observação sobre derivados do petróleo como, por exemplo, o plástico. Assim como o automóvel, ele é ambíguo. Pode ser útil e perigoso, descartável e reciclável. Se a reciclagem não acompanhar o descarte, eis um problema. E se o uso desmedido e supérfluo prevalecerem, multiplique-se o problema. Como o petróleo é uma fonte esgotável, o plástico do futuro terá sua produção a partir de outros materiais, afinal, por exemplo, existe até o plástico biodegradável de origem vegetal. Petrobras e Souza Cruz podem dar as mãos, uma é a poderosíssima empresa cujo ramo de atividade é lidar com produto poluente atmosférico, e a outra é uma empresa cujo produto polui os pulmões dos fumantes; e como elas geram lucros! O lucro é hediondo no paradigma que se denota. Refrigerantes são venenos sutis à saúde pública, acidificam o PH do sangue, o que é potencial gerador de câncer e outros malefícios, pois têm uma formulação química monstruosa, e são consumidos até compulsivamente mundo afora, causam degradações inumeráveis ao organismo de quem os consome. Mas a indústria de bebidas lucra alto... A Coca-Cola por anos figurou como a empresa mais poderosa do mundo. Poderosa, poder... Poder e Lucro, divindades deste mundo, soberanas, veneradas pelas economias de mercado. Atualmente, evidenciou-se na mídia a judiação que foi a situação de cães Beagle em laboratório de pesquisas de remédios na cidade de São Roque (SP). Remédios que curarão (tentarão curar...) doenças causadas em decorrência do consumo, por exemplo, de alimentos nocivos industrializados, como os refrigerantes; doenças causadas pelo cigarro; doenças causadas pela poluição, desde tumores a alergias, asma etc. E remédios têm efeitos colaterais, que demandam remédios para atenuá-los, assim, há potencial efeito dominó, sob risco de "passar o dia tomando remédios". O narcotráfico quer lucro, dinheiro aos montes, ostentação, poder! Dane-se o dependente químico! Que se deteriorem pessoas, estruturas familiares, governos, o País! Eles querem lucrar! É um business, com requintes de estratégias econômicas, organização paramilitar, para superar os concorrentes e oponentes, dominar o mercado, ter gestão admirável e gerar admiração de jovens e adultos que são destruídos em bailes funk, cracolândias, morros e também em mansões e altos cargos. É democrático e generoso o público... Há filantropias na seara criminosa do tráfico, os mafiosos assim também o fazem, chegam a fazer alguns "nobres" investimentos no social, na comunidade local! Também são irônicos, matam e mandam flores para a viúva... Outro silogismo: População brasileira com mais saúde (e mais esclarecida), costuma apresentar menos doenças; logo demanda menos remédios; sobrecarrega menos o Sistema Único de Saúde (SUS) e diminui o mercado dos médicos e clínicas particulares; logo a indústria farmacêutica precisará produzir menos remédios e usar menos Beagles como cobaias (deveria também pesquisar como não usar animais); logo os laboratórios, os quais possuem ações nas bolsas de valores, terão diminuição dos lucros... Epa! Veja só o lucro aqui novamente! Então, mais doentes implica mais lucro! Mais petróleo, mais poluição, e mais lucro! Lucro é relativo, se investir em educação e saúde de forma a implicar lucros escusos, maquiados, ilegítimos, que tenham como missão fortalecer a economia, mandato político, perpetuação do poder, a arquitetura da teia de beneficiários alheios ao povo como um todo, então isso soará como uma desculpa demagógica que sonega a nobreza do fomento nesses setores vitais. É uma conta salgada a ser paga no futuro, e já é pré-salgada!

Augusto Matos

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Alea jacta est Fui perguntado sobre os riscos de se praticar ciclismo no trânsito de uma metrópole ou de alguma outra grande cidade. Calei-me. Pensei e respondi: — É muita gente normal dando vida a um trânsito anormal, o qual tantas vezes causa neuroses e tira vidas. Mas, que saída se tem? Se mudar para Amsterdã ou Copenhagen? Tais cidades, em certos contextos, têm mais bicicletas do que carros no trânsito... É possível ser cidadão do mundo, identificar-se com o que de bom há em cada hemisfério, continente, país, região. Mais ainda, pela fé cristã, temos cidadania celeste, não havemos de nos conformar com este mundo, mas lutarmos para não nos degradarmos nele. Nem que isso custe abstinências e/ou isolamentos. Nesse ideal, também somos reputados como ovelhas para o abatedouro, numa causa aparentemente perdida. Microdigressão: de onde foram extraídos, por exemplo, os personagens Capitão Nemo, de Julio Verne; Robinson Crusoé, de Daniel Defoe; Dom Quixote, de Cervantes; Príncipe Míchkin, de Dostoiévski? É preciso respirar fundo e tocar em frente, especialmente de bicicleta... Mas, respirar fundo, no sentido literal, implica interiorizar nos pulmões o ar impregnado de partículas poluidoras do ar, lançadas por carros, motos e ônibus, estes últimos ícones do transporte de massa, tido como solução plausível aos caóticos congestionamentos. Assim como existem fumantes passivos, há os inalantes passivos da poluição, sejam eles ciclistas, pedestres ou os próprios motoristas, estes últimos acabam dando "tiro nos pés"... A tecnologia da eletricidade para motores de carros, ônibus, trens, motos e bicicletas existe, já está bem desenvolvida, acompanhada da tecnologia do hidrogênio veicular. Até existem carros movidos a ar! Então, como podem ser lançadas diariamente na atmosfera toneladas de poluentes via escapamentos? Quero pedalar e respirar algo melhor! E depois, expirar, inspirar e transpirar mais saúde... Ou será que, para contrabalancear, terei que cuidar ainda mais da alimentação já repleta de antioxidantes e depurativos? Chega-se num ponto em que não basta alimentar-se de forma saudável, praticar uma sadia atividade física e dar uma parcela de contribuição ao desafogamento do trânsito. A lei do consumismo e do mercado, além de manter combustíveis fósseis sendo queimados, acresce mais veículos no trânsito a cada dia, as ruas e avenidas não se expandem na mesma proporção, ao passo que a lei da Física diz que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Portanto, conflito gerado, polêmicas disputas de interesses e opiniões, enquanto o futuro (já apocalíptico) do planeta está em jogo. Epílogo: pensamento latino, Alea jacta est (a sorte está lançada).

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Para a musa Luiza L indamente meus dias são preenchidos quando penso em você U nindo a beleza do meu sentimento e entrelaçando emoções I mpar sensação interior que me causa tanto contentamento Z ênite entre meus sonhos e a tua face mais encantadora A mando, eu, sutilmente e pacientemente, aguardo os acasos...

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Sementes Sementes singelas semeadas; Sutileza e continuidade; Germinada nova verdade; Brotos vitimados por geadas. Sobrevivência vil ameaçada; Galhos teimosos podados; Seiva e tronco judiados; Sentenciada atrofia forçada. Milagres: pródiga natureza! Cuidados à persistente planta; Reduzidas aridez e aspereza. Folhas e flores admiráveis: Pólen, frutos, sementes. Solo e raízes formidáveis.

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Linguagens A natureza tem um alfabeto e um idioma peculiares para nos expressar sua sabedoria, cuja procedência é celestial na origem, além disso, as linguagens possíveis de serem extraídas na interação com ela são vastas. Mas existem outras linguagens e formas de expressão, por exemplo, os inúmeros idiomas pátrios e seus diversos alfabetos, numerais, codificações... há as linguagens de programação na informática, linguagens pictóricas, linguagens icônicas, linguagens corporais e dos sinais, as preces religiosas e orações, os mantras, as partituras musicais etc. Há o idioma dos sentidos e há o idioma transcendental. É bem comum e sensato chegarmos à conclusão de que somos sempre analfabetos em alguma coisa, portanto, prudente é não se contentar somente com a alfabetização secular, acadêmica, mas acrescentar novas formas de interagir com tudo aquilo que nossa percepção consegue captar, assim como agregar novas ferramentas de captação do que está em nós, um microcosmo, bem como do que perpetuamente estará ao nosso redor, o macrocosmo. Entretanto, resumo tudo no mais importante, o idioma universal, a linguagem sublime e eterna, simples e suprema, capaz de abarcar todos os demais idiomas e formas de expressão supracitadas, e o tal... é o Amor!