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Frase de Machado de Assis

JOSÉ BONIFÁCIO De tantos olhos que o brilhante lume Viram do sol amortecer no ocaso, Quantos verão nas orlas do horizonte Resplandecer a aurora? Inúmeras, no mar da eternidade, As gerações humanas vão caindo; Sobre elas vai lançando o esquecimento A pesada mortalha. Da agitação estéril em que as forças Consumiram da vida, raro apenas Um eco chega aos séculos remotos, E o mesmo tempo o apaga. Vivos transmite a popular memória O gênio criador e a sã virtude, Os que o pátrio torrão honrar souberam, E honrar a espécie humana. Vivo irás tu, egrégio e nobre Andrada! Tu, cujo nome, entre os que à pátria deram O batismo da amada independência, Perpetuamente fulge. O engenho, as forças, o saber, a vida Tu votaste à liberdade nossa, Que a teus olhos nasceu, e que teus olhos Inconcussa deixaram. Nunca interesse vil manchou teu nome, Nem abjetas paixões; teu peito ilustre Na viva chama ardeu que os homens leva Ao sacrifício honrado. Se teus restos há muito que repousam No pó comum das gerações extintas, A pátria livre que legaste aos netos E te venera e ama, Nem a face mortal consente à morte Que te roube, e no bronze redivivo O austero vulto restitui aos olhos Das vindouras idades. “Vede (lhes diz) o cidadão que teve Larga parte no largo monumento Da liberdade, a cujo seio os povos Do Brasil te acolheram. Pode o tempo varrer, um dia, ao longe, A fábrica robusta; mas os nomes Dos que o fundaram viverão eternos, E viverás, Andrada!”

Machado de Assis

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com | Fonte: Obra Completa, Machado de Assis, vol. II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.

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A emoção era doce e nova, mas a causa dela fugia-me, sem que eu a buscasse, nem suspeitasse.