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Frase de Valdemi Cavalcante Teixeira

⁠A MOÇA DA FOTOGRAFIA Assim é aquela linda moça da fotografia: Tão segura de si por onde passa, toda cheia de graça, Coberta de charme que contagia. Seduzindo desde os mais frágeis corações, Até o meu, que um dia, querendo ser seu, Apaixonou-se pela linda moça da fotografia! Agora vivo suspirando noite e dia, A todo momento pensando nela! Olho pela janela E viajo num mundo de fantasia! Inebriado de amor na madrugada, extasiado de desejo, Mas solitário, perco o sono, e no abandono Da cama, mesmo acordado, sonho com a moça da fotografia! Ao nascer do sol, logo no romper do dia, Ainda acordado, percebo que o meu estado, É de quem há muito tempo se extasia Pela paixão dilacerante que tomou conta de mim! Aí continuo na cama, ainda de posse do meu pijama, E não consigo parar de pensar na moça da fotografia! Na insônia que me invade, roubando minha energia, Passo o tempo a escrever, a ler e reler O meu pequeno caderno de contos e poesia! E mesmo na solidão que me apavora e me angustia, Distante da bela diva, a moça por quem ascende uma paixão viva! E suspirando, escrevo mais um poema pra moça da fotografia! VALDEMI CAVALCANTE

Valdemi Cavalcante Teixeira

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Pensador.com

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⁠NOSSA HISTÓRIA Saudades daquelas tardes fagueiras, Em que eu e você trepávamos na mangueira,
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⁠NOSSA HISTÓRIA Saudades daquelas tardes fagueiras, Em que eu e você trepávamos na mangueira, Escondidos da ira da titia! No delicioso café da matina Me convidava para corrermos pela colina, Sentindo no rosto o frescor da ventania! Eu, você e o canto dos bem-te-vis, Cheios de amores, suspiros infantis, No esplendor contagiante da tua alegria Que me levava ao delírio, empíricos desejos, Quando sentia teus afagos, provava os teus beijos; Adorava estar sempre na tua companhia! Eram momentos intensos de amores joviais, Escondidos na colina, em gozos divinais, Até o dia em que fomos pegos pela Maria! Destemido, enfrentei-a, venceu a ira tremenda; Envergonhado e triste, fui expulso da fazenda; Tive que vir morar no sul fugindo da Bahia. Restou-me a saudade do tempo de criança, Eternizada na doce lembrança De nós dois no sertão em plena sintonia! Passou-se décadas dos dias de outrora, Mas eu me lembro a cada minuto e hora, Do quanto eu amava quando contigo pro campo fugia...! Foi quando adulto, encontrei uma morena, Meiga, magra, linda e pequena, De olhar doce, transparecendo magia, Me causou vertigens, lapsos de memória, E eu não quis acreditar que nossa história Pudesse um dia ultrapassar as barreiras do sertão da Bahia! VALDEMI CAVALCANTE TEIXEIRA

O TEMPO Para todo mal o tempo é o melhor remédio! Não existe mal que o tempo não cura.
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O TEMPO Para todo mal o tempo é o melhor remédio! Não existe mal que o tempo não cura. Cura doença, desavença e até loucura, cura paixão, desilusão e também cura o tédio. Dê tempo ao tempo sem perder tempo, pois ao tempo não se contradiz. Dê tempo ao tempo se não é tempo de ser feliz. Dê tempo ao tempo, não só por um momento, mas por gerações se preciso for. Pois o tempo, esse relógio do universo, quando se transforma até em verso pode curar até mal de amor! E se na dor ou na alegria, o problema é o tempo ou o contra tempo, no tempo eu me reinvento dando tempo ao tempo todo dia! São Bernardo do Campo, 24/12/13 - Valdemi