Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
DEIXA-ME AMAR-TE Deixa-me amar-te entre as amoras Afagando a solidão nas tuas carícias Na velha ponte do rio vejo as águas A passar entre as fragas escorregadias Os meus olhos são breves represas Com lágrimas a transbordar de alegria Deixa-me visitar o teu corpo com o meu Oferecer-lhe chá de mel à tua doce alma Deixa-me abrir os teus baús já esquecidos Cheios dos teus sentimentos amados, dos meus Deixa-me ver os teus olhos, eles não esqueceram Todas as memórias já passadas com o tempo Deixa-me acordar os teus sonhos adormecidos Eles são tantos que já pouco nos lembramos Deixa-me pôr a tocar aquela nossa música Que tantas vezes dançámos nas noites de verão Deixa-me dar-te um longo e aberto sorriso Para que tu me abraces antes de eu dormir Deixa-me dar-te o brilho duma tarde molhada Onde andávamos de mão dada no Outono Deixa-me amar-te tirando os vincos dos sonhos Que guardaste com medo do eu pensasse Deixa-me pintar em desenho o teu primeiro beijo No gemido do vento que corre para o mar Deixa-me meu amor viver no teu presente Para que posamos juntos viver o nosso futuro.
No pensador.ai desde