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Frase de Eric Jó Lopes

FADA PLUMINHA Por onde anda seu marido? Já não tinha mais o que ver Caminhou por uma linda estrada partiu, cessou de viver O homem, foi honrado quando em vida, sempre humilde Sua esposa não deixou só a bruxa, viúva, Matilde Era mãe de duas filhas amor pra uma, pra outra nada Assim vivia a filha Clotilde e Florença, a enteada Pra Florença, só trabalho apesar de seu esforço Pra legítima, preguiçosa deseja um belo moço A beira de um fonte Florença sempre ia fiar Após um súbito cansaço na água o fuso foi parar E agora, o que eu faço? Pensou Florença assustada Se eu volto sem o fuso Matilde fica revoltada! Se esforçou para pegar mas na fonte ela caiu Muita água, pouco ar desmaiou de tanto frio Em um jardim maravilhoso a jovem moça despertou Vou fazer um ramalhete a primeira coisa que pensou Ao andar pelo jardim escutou com atenção A voz vinha de um forno quem falava era o pão - Florença, me tire daqui e me coma será uma satisfação! - Se demorar mais um minuto virarei um pobre carvão A menina agiu rápido comeu o pão, não deu bobeira Eis que surge uma outra voz dessa vez, a macieira - Colha aqui minhas maçãs sei que devo merecer - Estão maduras e pesam muito não prestarão se apodrecer Sem se quer pestanejar atendeu e nada mais Colheu todas e comeu algumas dividiu com os animais Continuou a caminhar e encontrou uma velhinha Se tratava de uma fada a velha, fada Pluminha A fada sacudia os travesseiros e caia neve de verdade Mas a força pra sacudir se perdia com a idade Vendo o esforço da senhora se ofereceu pra ajudar E na casa da velha fada por um período foi ficar O tempo foi passando Florença não precisava mais de explicação Fazia todos os afazeres no sorriso, satisfação Abriu os travesseiros na janela e na chegada do inverno profundo Sacudiu os travesseiros e fez nevar em todo o mundo Veio então a primavera mas era chagada a hora Com a benção da velha fada se aprontou e foi embora - Espere minha querida sei que parece clichê -Eu achei isso no lago acho que pertence a você Agradecida pegou seu fuso e voltou sem acreditar Mas no meio do caminho seu vestido sentiu pesar Olhando para suas vestes se deparou com um tesouro Viu os trapos que vestia se transformar em puro ouro Chegando em sua casa contou o que aconteceu Sua irmã e sua madrasta do coração quase morreu Se o que dizes é verdade também posso conseguir E os passos da meia-irmã Clotilde decidiu seguir Foi na fonte, jogou o fuso fingiu até se afogar Acordou em um jardim soube que era o lugar Viu o pão pedir ajuda deixou que virasse carvão Disse a pobre macieira - Seus frutos apodrecerão! Entrou na casa da velha fada mas nunca quis ajudar E nesse ano o inverno nem se quer ousou nevar É chegada a primavera a moça decidiu partir Vou ganhar o meu vestido pela porta vou sair No caminho olhou pra roupa estava da cor do azeviche E pela sua ingratidão recebeu todo aquele piche Antes que Clotilde voltasse com seu vestido divino Florença saiu de casa era dona do seu destino

Eric Jó Lopes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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