Frase de Ariane de Moura
"um rio sem o mar" Um elo se partiu Partiu antes de tudo Procurei nas esquinas Nós lugares , não mais o vi É o dever de um poeta Persuadir as palavras E diagnóstica-las Tão profundamente Que alheios consigam senti-las Peculiares estrofes De um soneto sem fim Naquele deserto negro Onde meus olhos se identificaram Com a escuridão , eu tive que fugir Lançar meu ego para além de mim Catar meus coletes armaduras Toda indumentária ,que se dissipa de mim Eu sou um deserto de terras áridas Onde a flor mais rara cresce E se alimenta de mim.
No pensador.ai desde