Pular para o conteúdo

Frase de Aleex Zalache

É a primeira vez que realmente não sei o que esperar do futuro. Os sonhos simplesmente não parecem existir mais, como se não passassem de uma ilusão infantil cega por desejo de felicidade; as expectativas parecem frágeis e covardes, como se um obstáculo fosse o suficiente para causar sua destruição. Minhas expectativas têm medo de existir, e o que eu posso fazer senão aceitar esse fato? Agora somos apenas eu e minha consciência nesse quarto escuro, frio e imóvel. Não vejo portas para sair desse desespero sem enfrentá-lo, mas vejo paredes, e essas são limites invisíveis que existem apenas por existir, sem lógica, não como escudo, e elas refletem o que eu não quero ver em mim mesmo. Agora eu tenho certeza que, embora nos preparemos durante muito tempo para alguma coisa, essa coisa sempre irá nos afetar, é inevitável. E eu estou apenas preso comigo mesmo, sendo obrigado a encarar meus próprios demônios reais e imaginários… tudo por causa de uma ilusão… ainda me pergunto “por quê?”. Por que você desistiu de mim como se eu fosse um objeto defeituoso que pode ser descartado já que se tem milhões? Por que me tirou essa felicidade relativa? Sei que a realidade é essencial, mas você não poderia ter me deixado viver mais um pouco nesse mundo de ilusão? Sei que algumas pessoas se incomodam por viver em utopias, mas por que eu me incomodaria se essa sensação é tão boa? … Por que você me deixou para mim? … Sei que a vida não é algo que você pause ou espere: ela está sempre ocorrendo. E não há meio termo entre continuar e desistir, você simplesmente tem que ser forte para encarar os frutos das próprias sementes que colhe. Eu não sou contra isso… mas talvez não seja pedir demais pedir que você sempre esteja por perto, como em um tempo passado esteve.

Aleex Zalache

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Aleex Zalache

Às vezes me preocupo quando deixo que todas minhas emoções se escapem em apenas uma frase. Olho para aquelas mínimas palavras e sinto que elas podem definir tão bem o que sinto; por que então parece tão pouco? O que você deve sentir ao ler isso? Será que pensará que não vale muit…
Continuar lendo

Às vezes me preocupo quando deixo que todas minhas emoções se escapem em apenas uma frase. Olho para aquelas mínimas palavras e sinto que elas podem definir tão bem o que sinto; por que então parece tão pouco? O que você deve sentir ao ler isso? Será que pensará que não vale muito? Pensará, talvez, que meus sentimentos estão se esvaindo com o tempo? Peço a você apenas um pouco de compreensão - calma e exata. Se essa frase pudesse definir exatamente tudo que ambos sentimos, se ela pudesse cortar o clichê, deixar de usar comparações e ter cada letra no lugar mais correto possível, será mesmo que essa frase descreve um sentimento pequeno ou é a mais bela coisa que poderia ser dita?

Se eu lhe dissesse que as estrelas que brilham no alto do céu são brilhos dos olhos de casais apaixonados, você me olharia daquele jeito meigo que os olhos tremem com medo de vacilar. Você deixaria aquele silêncio ser preenchido por um abraço apertado, confortável e expressivo; n…
Continuar lendo

Se eu lhe dissesse que as estrelas que brilham no alto do céu são brilhos dos olhos de casais apaixonados, você me olharia daquele jeito meigo que os olhos tremem com medo de vacilar. Você deixaria aquele silêncio ser preenchido por um abraço apertado, confortável e expressivo; nada mais a ser dito porque a verdade já podia ser perceptível no ar. Esse silêncio não seria mais um daqueles constrangedores dos casais indecisos, mas, sim, um modo de expressão dos amores verdadeiros e puros, aqueles que realmente merecessem um final feliz. Eu poderia lhe dar constantes mares de rosas vermelhas, palavras de afeto de incontáveis linhas que não sabem conseguem direito definir o quê, um sorriso largo de uma voz lá no fundo que quer sair aos berros que te ama, que sempre te amou, que a felicidade foi encontradas… beijos seladores de promessas. Não sei ao certo onde começou, mas talvez seja o truque das grandes tragédias, mas esse sentimento morreu. Se foi sem explicar, olhar, consolar ou mesmo dar uma segunda chance. Esse sentimento pareceu se retrair ao seu próprio interior como aquelas plantas que, ao singelo toque em suas folhas, se recolhem em uma rapidez. Eu te amei, eu tenho certeza disso, porque em cada choro, em cada pensamento, em cada arrependimento, você “estava” lá. Mas agora eu cansei, o fato de eu saber que posso sobreviver sem você me deixa um pouco em dúvida sobre a minha capacidade de percepção do amor. Eu amei, não negarei. Porém agora eu acordei, tão rápido quanto a velocidade que o nosso amor se foi. Talvez tenha tudo sido um sonho, eu penso. Nesta manhã solitária em que o sol brilha forte no céu, lembrei de tudo que passamos, amor e dor, e pensei que fosse chorar, mas agora parece que alguém colocou as mãos em meus ombros, e disse: as lágrimas acabam. Acabou.

Me sinto um pouco perdido nos meus próprios sentimentos, e embora isso possa causar uma sensação um pouco atraente por ser um instante especialmente meu, sempre há aquele momento exato entre as coisas, onde a alegria é indescritível, e então, de repente, a graça simplesmente se f…
Continuar lendo

Me sinto um pouco perdido nos meus próprios sentimentos, e embora isso possa causar uma sensação um pouco atraente por ser um instante especialmente meu, sempre há aquele momento exato entre as coisas, onde a alegria é indescritível, e então, de repente, a graça simplesmente se foi, como a luminosidade dos fogos de artifício no alto do céu escuro e brilhante; apenas já aconteceu. E na primeira nota da música que eu procuro consolo ao ouvir, consigo me ver indo para outra dimensão, mas ainda tão inatingível e complexo que o efeito que o som causa é completamente oposto à idealização. As lágrimas não vêm por conta própria, se pararmos para perceber. O choro insiste em se prender em uma parte imaginária bem no centro da garganta; e para, e insiste em não sair, e aumenta, então explode - e implode. O confuso se encontra no fato de que ninguém pode te ajudar mais do que você mesmo pode; como se você fosse o próprio garçom do seu aniversário. O alívio sempre vem com o tempo, depois de uma duradoura tempestade de dor e a perda de si mesmo. Se o destino faz errado e atrapalha, eu não sei. Mas sempre o agradeço por isso, porque, assim, sempre me sinto vivo, e mesmo com a dor, consigo (e quero) continuar rente à frente da jornada que termina em algum ponto do horizonte que, como minha parte emocional confusa, talvez nunca possa encontrar e decifrar.

Eu sempre persisto em dizer que não sou igual à maioria das demais pessoas. Penso, às vezes, que ninguém poderá estar sentindo o mesmo que sinto. Isso é bem compreensível porque sabemos que nunca poderemos entender o que os olhos podem captar; as imagens não são apenas um conjunt…
Continuar lendo

Eu sempre persisto em dizer que não sou igual à maioria das demais pessoas. Penso, às vezes, que ninguém poderá estar sentindo o mesmo que sinto. Isso é bem compreensível porque sabemos que nunca poderemos entender o que os olhos podem captar; as imagens não são apenas um conjunto de objetos: tudo está tão cheio de conceito e sentimentos… Neste momento, é aquele estranho sentimento que surge - uma mistura entre ódio e vontade de gritar para satisfazer a si mesmo, apenas libertar - que você não sabe onde fica, se é realmente físico ou apenas uma ilusão de sua mente. Algum lugar entre a boca do estômago e sua cabeça. Sua cabeça dói. Seu estômago parece digerir uma pedra enorme de gelo que não se dissolve. Um grito que é abafado dentro de você, um grito que busca apenas saber uma resposta, algo motivador para encarar a vida que ainda está por vir e tentar superar a dor que já foi vivida em seu passado. Pessoas tristes te deixam ainda mais abalado nesse momento. Pessoas alegres parecem zombar da sua atitude, da sua pessoa. Você quer sair correndo daquele lugar e fugir para um onde você poderá ouvir apenas você e o zumbido do silêncio em seus ouvidos. Descobri recentemente que, embora tenhamos defeitos e que queiramos sempre dizer que somos totalmente diferentes dos outros, nós ainda somos humanos. Um resquício de amor, de sinceridade, de empatia e dor ainda reina em algum lugar de nossos corpos. Sinceramente, não sei como explicar o sentimento, talvez sensação, de estar em liberdade. Só que agora eu abri os olhos e meus dedos começam a dançar pelo teclado do notebook. Sinto as palavras percorrendo pelos meus braços, como um sangue cheio de códigos. Sinto a vida em cada milímetro do ambiente. Talvez a realidade finalmente despertou em mim; talvez ela finalmente tenha visto a necessidade de estabelecer uma base em minha vida… Ou talvez seja essa apenas uma carta de adeus da ilusão, que lutou, que acreditou, e então desistiu. Como saberemos? Essas são apenas hipóteses.