Frase de Risomar Sírley da Silva
'AUSÊNCIA' No terreiro: palmeiras sem ventos, galhos amarelos. Plantas sem águas, folhas sem elos. Muro caído e o cachorro, fiel e amigo, resiste na escuridão. Há um letreiro de nuvens discursando a falta de chuvas ... Na cozinha, há muito a cadeira está vazia, análogo, o armário triste lamenta tuas mãos. Uma artilharia de traças ainda corrói o velho violão solitário, acorrentado, soando inexistência, inutilidade de cheiros ... No quarto, a cama solitária insiste no silêncio que congela. As dobradiças, as dobradiças resignadas estão emudecidas. As luzes pediram descanso, falta biografia, estão empoeiradas, sem vida, morosas no remanso, mero utensílio, pairando insuficiência, ausência ...
No pensador.ai desde