Frase de Ana Carolina da Cunha Cober
" Diante das pedras" (Inspirado em João 8:1–11) Ela caiu. Não diante de um erro, mas diante de todos. Exposta. Suja de medo, olhos no chão. Era só uma mulher... Mas agora era um escândalo em carne viva. E as pedras nas mãos tremiam de justiça. Os homens gritavam, citavam a Lei, mas não sabiam o nome dela. Só sabiam a falha. Apontavam com dedos que nunca haviam sido limpos. Então Ele se curva. O Deus que sabe o pó de onde viemos, escreve no pó mais uma vez. Como quem diz: "Antes de julgar a queda de alguém, lembre-se do chão que você pisa." O silêncio pesa mais do que os gritos. E Ele ergue a voz: “Quem nunca errou... atire.” Mas ninguém atira. As pedras caem. Uma por uma. Primeiro os mais velhos. Depois os mais certos. Só ela e Ele agora. Ele a olha. Não com condenação. Mas com verdade que liberta. “Ninguém te condenou?” “Não, Senhor.” “Nem Eu. Vá. Mas não volte às correntes que te trouxeram aqui.” E ela vai. Sem feridas de pedra. Mas marcada por misericórdia.
No pensador.ai desde