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Frase de Camille Cardoso

Quando somos pequenos e temos medo, uma simples palavra de mãe nos acalma Colocamos elas como mulheres super-poderosas, imbatíveis, indubitáveis Temos refletida nelas a imagem da perfeição, elas nunca estão erradas E então quando crescemos, vemos que mães são simples seres humanos Não tem super poderes, não são perfeitas. E erram. E lá se foi nosso porto seguro

Camille Cardoso

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Camille Cardoso

Dependendo da semana, tenho de uma a cinco consultas. Psicólogo? Consultório? Que nada, apenas coloco duas de minhas muitas personalidades - e olha que não sou geminiana - pra conversar. A Camille madura, séria, racional - típica psicóloga - e a Camille sentimental, turbilhão de…
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Dependendo da semana, tenho de uma a cinco consultas. Psicólogo? Consultório? Que nada, apenas coloco duas de minhas muitas personalidades - e olha que não sou geminiana - pra conversar. A Camille madura, séria, racional - típica psicóloga - e a Camille sentimental, turbilhão de emoções, muitas vezes infantil e sonhadora, precisando de alguém que traga seus pés ao chão. E ainda é de graça. Mas aconselho todos a fazerem isso: procurar um canto que gostem, confortável, colocar uma boa música, talvez até um bom cheiro, e começar a conversar com si próprio. Melhor que muita análise por aí. Quando falamos em voz alta tudo que nos incomoda - ainda que para nós mesmos, somente - o problema vai diminuindo, se dissolvendo, as vezes até some de vez. E com isso, ainda não corremos o risco de magoar outra pessoa em um ato impensado. Palavras podem doer mais que gestos, mas se agredirmos a nós mesmos, o perdão vem fácil. O esquecimento também. Ah, como eu adoro ser a psicóloga de mim mesma, me conhecer mais e melhor a cada “sessão”. Isso tem feito eu me amar, me respeitar e me admirar mais do que nunca. Tenho me aceitado melhor; e com isso, venho conseguindo demonstrar aos outros quem eu realmente sou, do que eu realmente gosto, sem me preocupar com julgamentos, dedos apontados e etc. Aprendi a ver que se libertar de pudores, regras rígidas de comportamento e forma de pensar, é bom em inúmeros sentidos: primeiro, quando você faz o que gosta, da forma que gosta, quando quer, sendo dono de si mesmo e se sentindo livre, é mais feliz. A vida fica mais leve, mas bonita de ser vista e vivida. Além disso, quando se caem as velhas máscaras - o que é um processo lento e as vezes um pouco doloroso, visto que de tanto usadas, elas se entranham em nossa pele - é como um divisor de águas. Só continua ao seu lado quem realmente te ama e te aceita. E então, a vida muda. Mas isso tudo é muito lento. Minha vida, por exemplo, mesmo depois de algumas tardes e noites no divã, ainda está mudando aos poucos. Ainda tô insatisfeita com muita coisa - dentro e fora de mim. Mas o que mudou radicalmente foi a minha forma de me enxergar. Jogando fora o padrão alheio, e me aplicando dentro do meu padrão, me sinto mais feliz. Desisti de tentar me mudar pra agradar aos outros, entende, caro leitor? Agora só vou mudar o que EU não estiver gostando. Vou continuar olhando apaixonadamente pra lua sempre que ela aparecer, acordando mal humorada de manhã, detestando os dias de domingo, comendo chocolate mesmo sabendo que depois vou me xingar um pouco, lendo o horóscopo e crendo piamente no que ele diz, bagunçando o quarto logo depois de ter trabalho pra arrumar, jogando roupas dentro do armário. Vou continuar ouvindo Taylor Swift, escrevendo histórias de amor, chorando ao ver filmes considerados bobos, acreditando em Romeu e Julieta, parando e voltando a roer unha e tentando aprender a tocar violão sozinha. Vou continuar rindo de tombos e tropeços, chorando quando vir uma criança morrer de fome na rua, tendo nojo do mundo quando leio ou vejo um jornal, mas amando o mundo quando olho da minha janela, da janela do carro ou enquanto dou minhas voltas por aí. Vou continuar me surpreendendo com as pessoas - como cada um é diferente do outro, deitando no travesseiro e imaginando aquela pessoa que está longe mas eu queria perto, lembrando das coisas boas que me aconteceram, organizando minha semana - mesmo sabendo que não vou fazer metade do que está nos planos, na data certa - e planejando começar aquela dieta pra perder aqueles quilinhos - mesmo sabendo que eu vou continuar comendo tudo e ficando irritada quando a blusa evidencia a presença de uma barriga, variando de humor e de opiniões. Vou continuar rindo da vida, amando escrever e tirar fotografias, detestando ler, planejando ir pra São Paulo, Minas Gerais, Inglaterra, França - mas esses planos eu quero cumprir mesmo, hein -. Vou continuar sonhando com uma foto na sacada de Julieta em Verona, um encontro romântico sob as luzes de Paris. É isso, vou continuar sonhando. Sempre que a realidade apertar, sempre que as coisas estiverem ruins, vou fechar os olhos. Eu sou assim. E não vou mudar - não por ser teimosa, mas por me amar exatamente como eu sou.

O assunto que eu vou tratar é um grande clichê. Muitas pessoas falam sobre isso, mas raras são aquelas que procuram alguma solução. As pessoas andam estressadas demais... Não mais que por acaso, ouvi um casal discutindo na rua, aos berros. E isso me fez lembrar de vários outros…
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O assunto que eu vou tratar é um grande clichê. Muitas pessoas falam sobre isso, mas raras são aquelas que procuram alguma solução. As pessoas andam estressadas demais... Não mais que por acaso, ouvi um casal discutindo na rua, aos berros. E isso me fez lembrar de vários outros casos que ocorreram na minha rua - que é calma -, onde as pessoas perderam o limite e partiram pra agressão verbal, tendo raros casos de agressão física também. Mas o que tá acontecendo? O estresse dominou a todos nós... Vivemos correndo, cumprindo horários, com medo de atrasos e suas consequências. Estamos sempre ocupados demais, agitados demais. Sempre com respostas grossas na ponta da língua, armados, vivendo em uma ditadura (na qual nós mesmos nos colocamos). E as coisas simples da vida são deixadas de lado... Qual foi a última vez que você sentou no calçadão da praia pra ver o pôr-do-sol, ou tomou um banho de chuva com um sorriso no rosto? Quanto tempo faz desde que você parou uns minutos pra observar o quão linda a lua estava, ou tirou um tempo pra dar uma caminhada por aí, sem relógio no pulso? Desde quando você não tira um dia pra fazer nada além de ouvir suas músicas preferidas, ler livros, ou viaja praquele lugar que você adora? Seu celular está ligado desde quando? E o computador? As pessoas correm tanto, que passam direto por coisas lindas. E se preocupam tanto com o tempo, sem perceber que o seu tempo na Terra tá diminuindo a cada segundo... De maneira alguma quero dizer que devemos ser irresponsáveis, nos alienar do mundo, dos compromissos... Temos sim que ter regras, que cumprir horários. Mas também temos que tirar um tempo pra olhar pras coisas que nos rodeiam, pra fazer o que gostamos, pra termos prazer. Se cada pessoa se desse umas horinhas de prazer por semana, o mundo não seria tão violento. Pisar no pé de alguém, fechar a janela de um ônibus, esbarrar seu carro no do outro não seria risco à vida. Então eu dou uma dica: sabe aquele trabalho que você tem que entregar em breve, e está nervoso por não conseguir terminar? Aposto que depois de uma praia, de uma conversa com velhos amigos, ele vai sair melhor. Aquele negócio que você está pra fechar com aquele cliente importante? Cumpra seu horário, dê o seu melhor, mas depois vê se dá uma caminhada por aí... As contas atrasadas? A solução vai vir. Lute pra conseguir o necessário pra quitá-las, mas também tire um tempo pra ouvir aquela música, ver aquele filme que você adora. Respire fundo, sinta o ar. Sua vida tá passando, e quando você estiver na fase de olhar pra trás, o que vai lhe fazer mais orgulhoso? Do que você vai preferir lembrar? Da correria, dos horários cumpridos firmemente, do sacrifício que você fez ao seu corpo pra não perder nada, das horas olhando o relógio, do estresse diário? Ou você vai lembrar daquele fim de tarde que você passou com os amigos na praia, daquela viagem praquele lugar lindo que te fez feliz, daquela noite que você desligou tudo e ficou lendo, das noites que você passou olhando pro céu? Deus nos deu a oportunidade de conhecer esse lugar maravilhoso que é o mundo... Nos deu o mar, a areia, a lua, o sol, as montanhas, as estrelas, os animais... Tudo que ele criou é capaz de nos trazer de volta a paz de espírito, a alegria de viver, a beleza da simplicidade. Curta isso, porque o tempo passa, e nesse caso sim você deve se preocupar em correr pra aproveitar.

Creio eu que uma das maiores buscas humanas é a busca pelo amor. Cara-metade, tampa da panela, pé pro chinelo velho, metade da laranja - tanto faz o nome. As pessoas vivem em uma constante pocura por alguém que as complete. Mas me pergunto: precisamos ser completados?
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Creio eu que uma das maiores buscas humanas é a busca pelo amor. Cara-metade, tampa da panela, pé pro chinelo velho, metade da laranja - tanto faz o nome. As pessoas vivem em uma constante pocura por alguém que as complete. Mas me pergunto: precisamos ser completados? Digo: eu nasci sozinha, cresci sozinha, e antes de entrar nesse mundo "adulto" e nessa procura eu sempre estive sozinha. Tenho meus hábitos, meu modo de ver o mundo, minha forma de pensar, minhas manias, gírias, coisas. Eu preciso então de alguém que me complete? Não me sinto vazia. Não sinto um buraco que precisa ser urgentemente preenchido. Creio que grande parte das depressões e dos chocolates vendidos são fruto de uma busca pelo que não existe. Ou existe? É um assunto complexo, que carrega diversos modos de pensar e diversas opiniões. O erro não estar em querer alguém que nos acrescente, nos faça rir, divida conosco um outro mundo e quem sabe até junte metade do seu mundo com o nosso, podendo formar um novo - eu quero isso. Quero ter alguém com quem eu divida experiências antigas, compartilhe as novas, conheça outras coisas que não fazem parte do meu cotidiano. Alguém que melhore meu mau-humor, faça desaparecer alguns defeitos e medos. O erro estar no fato de necessitar dessa pessoa. Você pode viver sozinho. É auto-suficiente e extremamente adaptável (como qualquer um da raça humana). Olhar pro primeiro que lhe der um "boa noite" e já imaginá-lo dizendo "eu aceito" na frente de um padre idoso, é o erro. O que deve ser entendido é que deve-se ter uma vida normal e tranquila, até encontrar essa pessoa. É como encontrar um bom amigo, leal e confiável. Alguns tem a sorte de encontrá-lo logo no começo, outros demoram anos e anos, alguns contam umas decepções até encontrar o fiel amigo. Assim é com o amor da sua vida. Ou melhor, os amores. Sim, esse é outro erro. Em um mundo com sei lá quantas bilhões de pessoas, em centenas de países, milhares de estados, bilhões de cidade, você crê mesmo que só exista UM ser que te complete? Não, existem vários. Só na sua cidade garanto que mais de 10 (5 se for de interior). As pessoas crêem ter encontrado O grande amor, e o agarram, o devoram com tanta fome que ele acaba por desgastar-se. Garanto que se a maioria visse seu relacionamento como algo finito, e não vissem o fim como o ponto final de suas vidas, os romances dariam mais certo. Não sou a favor da modernidade exacerbada, que prega que tenhamos uma lista de relacionamentos ao mesmo tempo. Não, eu gosto do romance. Rosas vermelhas e poemas. Gosto da fidelidade, do sabor de se entregar sinceramente a uma relação. O que eu quero dizer é que ninguém é "nosso", como também não somos de ninguém. Você anda por aí e vê pessoas com a placa "aluga-se"? Não somos propriedades, e ver alguém como seu objeto é um dos maiores causadores das separações. As pessoas querem tanto se manterem "presas", que têm atitudes absurdas. Duas são as mais comuns: acabou o relacionamento, ela/ele se prende ao outro. Recebe nãos e mais nãos, as vezes até grosserias, mas não larga. Quer porque quer aquilo pra si. Já nem pesa mais se vale a pena, se tem conserto, se um dia sequer aquilo foi perfeito. Fica cego. Luta, luta, luta, luta. Se impede de viver outras emoções, outras paixões, outras experiências. Ou então, mal disse adeus a um e já se vira: quem é o próximo? Relacionamentos relâmpagos talvez sejam o mal do século no quesito romance. Quando (ênfase exagerada no quando) passa de uma noite, o "amor" dura alguns meses e não mais que de repente, acaba. Luto? Depressão? Imagina. Dois dias (ou quem sabe uma semana) é tempo mais do que suficiente pra sofrer pelo grande amor perdido e se refazer. Vamos namorar outro! E assim as pessoas vão se perdendo e buscando alguém pra se sentir seguro. Se for pra ser assim, prefiro ser segura sozinha. (não é papo de solteira, não) O que falta é isso: ver que cada um é capaz de ser feliz sozinho. A felicidade não vem de fora, ela está dentro de você e cabe a cada um aflorar a sua. O amor, o romance, é só um agregado. Se você tem alguém, não considere ele "seu". Não o trate como uma propriedade, como se você tivesse pago um dinheiro alto e ele tivesse obrigação de te servir. Cuide do seu relacionamento, faça por onde ele se consolidar. Mas não tenha medo do fim. Não ache que sua vida vai acabar se um dia um dos dois pôr um fim na história. Se você não tem ninguém, bem-vinda ao grupo! Ok, brincadeira. Mas não se desespere. Aproveite a vida de solteira. Saia, ría, conheça lugares novos. Sinta-se satisfeita com a sua própria companhia. E quando isso acontecer, quando você sentir que um romance seria apenas algo a mais, mas que você é auto-suficiente, eu tenho certeza que a pessoa certa vai aparecer. E boa sorte pra quem ler isso!

Velhas fotos denunciam que o tempo passou. Rostos que você não se lembra muito bem, roupas que você não acredita que já usou. Os segundos vão passando...
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Velhas fotos denunciam que o tempo passou. Rostos que você não se lembra muito bem, roupas que você não acredita que já usou. Os segundos vão passando... Velhos amigos seguem seus rumos longe do seu; novos amigos caminham ao seu lado. É inevitável que as mudanças ocorram: você vai mudar seu cabelo, daqui ha uns anos vai achar ridículo seu corte atual. Você vai terminar um namoro, um dia vai ver que aquele cara não fazia a menor diferença na sua vida, ou vai perceber que largou o homem que podia ser o homem da sua vida. Vai perder entes queridos. Antigos amigos vão se mudar, se distanciar - geograficamente ou não, alguns vão até sumir pra sempre. Novos amigos vão chegar, abrir os braços pra nos acolher, dividir novas experiências. E isso é tudo muito bom. Que chato seria passar todos os dias de todos os anos da sua vida com as mesmas pessoas, os mesmos hábitos, o mesmo corte de cabelo, as mesmas roupas. A vida é uma roda, um ciclo. Nada é pra sempre, nem nós somos. Temos mesmo que nos abrir ao novo. Só que toda e qualquer pessoa que faça a diferença na nossa vida hoje, tem que saber disso. Essa pessoa pode não fazer diferença daqui a um ano, mas se faz hoje, deixe ela saber. Se você ler isso e lembrar de alguém de quem você gostou muito e não disse isso: faça. Grite o quanto aquela pessoa foi especial, o quanto você foi feliz enquanto dividiu sua vida com ela.