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Outras frases de Neide Rodrigues

Doce Liberdade Neide Rodrigues Talvez, anos atrás, eu tivesse aceitado.
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Doce Liberdade Neide Rodrigues Talvez, anos atrás, eu tivesse aceitado. Talvez eu tivesse achado normal diminuir meus passos, falar mais baixo, pedir permissão para existir. Mas hoje não. Hoje não cabe mais. A mulher que eu sou agora não se encolhe para caber em ninguém. Eu vivi tempo demais em relações de obediência, silenciando vontades, explicando cada gesto, pedindo desculpas por ser eu. E um dia, sem aviso, abri os olhos. Descobri que a vida é maior quando a gente anda solta, quando a alma respira, quando o coração não precisa pedir licença para bater. Eu aprendi a viver sem dar satisfação. Aprendi a pertencer a mim. E por mais que o passado volte, por mais que o coração pulse lembranças, eu sei: não cedo minha liberdade a ninguém. Meu afeto é doce, sim. Mas minha liberdade é sagrada. E quem quiser ficar, que venha com as mãos abertas, não com correntes.

Cora, Voz dos Becos e das Almas Neide Rodrigues Nos becos da velha Goiás,
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Cora, Voz dos Becos e das Almas Neide Rodrigues Nos becos da velha Goiás, a vida fala em voz mansa e antiga. As pedras guardam passos de sonhos, e o vento sopra estórias esquecidas. No tear da memória, ela abre o seu Livro de Cordel, onde cada verso é um pedaço da vida, costurado com linha de fé e simplicidade. De um Vintém de Cobre, faz riqueza pequena no bolso, imensa na alma. Confessa à lua suas meias confissões, entre o pão, o quintal e a esperança. Na Casa Velha, mora o tesouro: um pote de ternura, um cheiro de pão, lembranças bordadas no linho do tempo, e o amor doce como o mel da infância. E quando o sino toca em Vila Boa de Goiás, a menina Aninha desperta outra vez, espalhando poesia nas ruas de barro, onde o coração da vida ainda floresce. ✨ Por Neide Rodrigues (À Cora Coralina — a mulher que fez da simplicidade sua eternidade.)