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Frase de Keylla Souza Escritora

A maternidade também sangra Nunca é assim, com essa maquiagem toda e esse ar de paz. Pelo menos pra mim não foi. É meio perturbador quando seu filho tem uma patologia muito comum: refluxo, porém em um grau muito elevado. Era assim que ficávamos, juntinhos, mas não era só amor, aliás era amor!!! Dobrado: porquê era amor e cuidado. Uma luta pela vida. Em um dos episódios iniciais de ficar desacordado, antes da descoberta da doença, entrei em pânico e desespero. E desde então entrei em estado de alerta e nele estou até hoje. O guri já tem três anos, come de tudo, mamadeira desce goela abaixo cheia (no topo)!!! Mas o meu corpo, meu cérebro de mãe ainda não entendeu isso. Alguém avisa pra ele por favor? Porque eu já tentei inúmeras vezes e foi insucesso. Agora que ele corre pela casa, acho que chegou minha hora de ficar assim como na imagem, usufruindo de um belo batom, cercada de boas companhias, não tão pequenas mais, mas com o mesmo significado de amor, puro amor.

Keylla Souza Escritora

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Keylla Souza Escritora

Já correu meio mundo dentro da sua própria cabeça e nesses emaranhados de fios descobriu-se novamente, se olhou de cima embaixo e viu que a extravagância fazia parte dela. Reconectou os cabos e viu que ainda tinha como sorrir e que seu sorriso que descansara tinha se tornado mais…
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Já correu meio mundo dentro da sua própria cabeça e nesses emaranhados de fios descobriu-se novamente, se olhou de cima embaixo e viu que a extravagância fazia parte dela. Reconectou os cabos e viu que ainda tinha como sorrir e que seu sorriso que descansara tinha se tornado mais bonito ainda. Opa! Encontrou sujeira, limpou tudo, cantinho por cantinho até ficar intacta. Com todos os cabos no lugar: o da fé, do amor próprio, da sua integridade física e emocional e da aceitação as luzes se acenderam. Um corpo se ergueu, não era mais um robô.

O encontro Uma memória, uma xícara de café, uma boa música e um perfume marcante. Estaria ela esperando alguém?
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O encontro Uma memória, uma xícara de café, uma boa música e um perfume marcante. Estaria ela esperando alguém? Certamente sim. Mas ela não espera um homem de barba feita, terno e um buquê na mão. Ela espera o seu antigo eu, ansiosa, atenta a janela. Entre uma golada e outra de café, sentada na mesa vê o seu eu chegando... toda preocupada se a roupa se adequa, se o corpo se esculpe com aquele vestido vermelho de alta costura, se o status do aplicativo foi atualizado. O antigo eu senta na mesa, mas se recusa ao café. Quer um vinho em uma boa taça, que é para garantir a próxima atualização do status. Não olha para a atual, não tem tempo para isso. Liga a câmera frontal e confere se o cabelo e a maquiagem estão intactos. Para quem? Por quem? Para o mundo virtual. Ela, o eu atual, olha fixamente para a estante, onde as fotografias não mostravam o amor e a cumplicidade de alguém e sim os momentos luxuosos vividos e os países visitados: sozinha. Mergulha em pensamentos e revive a morte dos pais, naquele acidente de carro em que somente ela sobreviveu. Entretanto lembrou -se das mensagens de consolo que recebeu pelo celular, percebendo mais uma vez o quanto as pessoas deixaram que o celular as substituíssem. Mensagens de fé, amor, consolo e carinho, mas o calor de um abraço e o toque das mãos naquele momento não existia mais. O eu atual começou a elucidar as coisas e resolveu entregar ao antigo eu todas as memórias que para ela se tornaram fúteis. Sem expressão nenhuma entregou também o celular. O tempo passou e... As pessoas que sentiram sua falta no meio virtual a viam caminhando todos os dias (coisa que ela não fazia antes) no parque. Ela estava abrindo horizontes e fazendo coisas que acabara de descobrir que gostava. Começou a trabalhar numa creche e descobriu uma paixão por criança. Abraços não faltavam mais na rotina da nova "tia". Cada dia mais trazia para si o contato corpo a corpo, olho a olho. A casa que já não tinha mais cor começou a colorir-se novamente. A mesma recebia muitas visitas e passava horas lembrando vagamente das paisagens que conheceu mundo afora e transformando em arte com seus pincéis multicores. Pintava quadros lindos que tiravam o fôlego e mexiam com o intelectual. Após esse encontro, ela afirma que não retomou a vida e sim que aprendeu a viver. Pois antes ela existia em um mundo oco, de curtidas e meias palavras e não sentia o prazer, o real prazer de existir. Quem sabe em uma caminhada matinal ou em um momento inesperado ela tromba com o amor da sua vida. Afinal, agora ela é real e desperta olhares reais.

Minas Gerais Dia bonito Alegre e de frio
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Minas Gerais Dia bonito Alegre e de frio Sorrio Me encanto Com os pássaros Doce canto Caminhos de terra Poeira sobe Com o vento no mato Olho para o lado Aceno distante Lá está seu Fortunato A beira da cerca Tocando a boiada Chapéu de couro Ele não quer mais nada Me aproximo E saúdo Tirando o chapéu _"O cumpadi!" _"Opa, bom dia! Vem com nois procê tomar um café" Mesa posta Café acabado de torrar Aquele cheiro inconfundível Do bom café pra variar Broa fofinha, Mãos da roça a afagaram E tudo quanto põem a mão Ficam que qualidade rara! _"Ô seu moço, ainda tem queijo..." _"Opa! Como bom mineiro, esse é meu desejo" Coisa boa! Puro, o melhor que há Quem ainda não provou que venha para essas bandas provar. Segue a prosa Olhando lá fora O fogão de barro já consome a lenha Olhando a senhora de lenço na cabeça Percebo sua garra e sua paciência O que é da roça é mais gostoso Mas é árduo o trabalho As crianças em volta, pedindo o almoço É que na cidade 13:00 acontece o alvoroço Aqui, os meninos sujos de terra 11:00 já começam a querer sentir o gosto Sentir o gosto do arroz branco Temperado com um tropeiro Anguzinho com quiabo Tem forças para brincar o dia inteiro Pensei como é gostoso Essa vida na fazenda Quem casar com uma mineira Sua vida vira lenda Come bem dia e noite Ô tempero bem falado! Quando serve-se a mesa não tem um que não fique calado. Sabedoreando Minas E seus quitutes O melhor lugar é aqui De gente forte, feliz E com saúde!!!