Frase de Carlos de Castro
MAR LONGE DE TÃO PERTO Um dia destes vou morrer, ó mar... Sem te poder sequer avisar Ou mandar um recado pelo ar Pela terra e não por mar, Que mar já és tu tão distante Deste meu penado cante, Poema ao longe sem te abraçar. O que me fizeram, ó mar!?... Agora que não tenho força de andar Para sentir-te num solfejo E amar a areia que amas num beijo. Manda uma concha da tua água até mim, Que mate a sede dos meus pés E abrande a minha mágoa sem fim. Que a tua água salgada Seja cura abençoada Das chagas deste meu ser Um pouco antes de eu morrer Na cama deste poema, Dilema sempre de mim. (Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 05-02-2023)
No pensador.ai desde