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Frase de Adriana Carvalho DriKzaa Adam

Estamos num tempo de alterações aceleradas e a mulher contemporânea se transforma na velocidade da luz. Estamos na era da mulher cometa e ela anuncia um rastro de importantes transições semióticas de sua figura. O símbolo da mulher frágil que caminha docemente até o altar, onde à espera um príncipe idealizado, sinaliza sua reconfiguração. Esta mesma mulher acena que está com um pé no altar e outro no acelerador do carro e do coração. Luzes, câmera, ação. Travessia. A mulher questionou, tirou o gesso, escafedeu-se do forno e do fogão. Ou não. Não importa. O que importa é a consciência do poder de decidir e transformar. É jogar pela janela o lema: parar pra pensar, nem pensar, pois é preciso pensar para recriar-se. A mulher comunica através das pontes que ergueu e ainda desenhou um mapa para a interpretação de sua mensagem. Ei-la: a que conseguiu construir ao longo do tempo um novo significado que atualizou a evocação de sua figura. Recriou a semiose de sua imagem. A mulher de grinalda e guirlanda de flores do mês das noivas dá o tom, acerta o passo e o compasso de sua vida. Ela comete, descompassa e passa se quiser. Com cor, ação e de coração. Ousa, avança e assusta. E o homem fica sem saber se grita, aplaude ou abre a porta do carro. Estamos diante da imagem feminina que semióticamente evoca o quê? Flor de laranjeira, macieira e poder de decisão. Que faz eira; inventa beira, de salto alto ou simplesmente descalça de pé no chão.

Adriana Carvalho DriKzaa Adam

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Quando duas almas amigas encontram-se novamente, logo sabem. Elas sentem, imediatamente, a luz que irradia e comunica a importância do retorno, da passagem, da nova travessia. E o tempo que fizer-se necessário, uma junto à outra, será cumprido, nem mais, nem menos. Cada uma tra…
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Quando duas almas amigas encontram-se novamente, logo sabem. Elas sentem, imediatamente, a luz que irradia e comunica a importância do retorno, da passagem, da nova travessia. E o tempo que fizer-se necessário, uma junto à outra, será cumprido, nem mais, nem menos. Cada uma traz um presente para o presente. Algo que era seu e de alguma maneira, precisa encontrá-lo. Quando precisam se despedir novamente, elas sofrem, penam, profundamente. Só duas almas afins, reconhecem-se no caminho e atraem-se para evoluir. São presentes que chegam, na hora exata. São presentes que marcam. O corpo, a carcaça, não importa. A vibração, sim. Elas se comunicam sem precisar do corpo, e de alguma maneira, sempre estiveram juntas.

Os animais e a sensciência O filósofo australiano Peter Singer, em seu livro Libertação Animal, destaca as evidências da sensciência nos animais que são: A capacidade de sentir dor, medo e ansiedade, frustração, prazer, compreensão de pertencer a grupos sociais, capacidade de i…
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Os animais e a sensciência O filósofo australiano Peter Singer, em seu livro Libertação Animal, destaca as evidências da sensciência nos animais que são: A capacidade de sentir dor, medo e ansiedade, frustração, prazer, compreensão de pertencer a grupos sociais, capacidade de interagir natural e socialmente, possuir sentimento de laços familiares, algum tipo de comunicação e preferências. (SINGER, 2004, p. 17) Singer enfatiza que o estatuto moral de todo e qualquer ser não depende da sua capacidade de raciocinar e falar, mas do fato de ser sensciente ou não. Se um ser sofre, não pode haver qualquer justificativa moral para deixarmos de levar em conta esse sofrimento. Não importa a natureza do ser, o princípio de igualdade requer que seu sofrimento seja considerado em pé de igualdade com sofrimentos semelhantes – na medida em que comparações aproximadas possam ser feitas – de qualquer outro ser. Caso um ser não seja capaz de sofrer, de sentir prazer ou felicidade, nada há a ser levado em conta. Portanto o limite da sensciência para a capacidade de sofrer e/ou experimentar prazer é a única fronteira defensável de consideração dos interesses alheios. Singer propõe o critério "dor/sofrimento" para que o ser seja aceito na comunidade moral. Com esse critério, não devemos então perguntar se o ser tem ou não a plena posse da razão, mas sim, se ele tem a capacidade de sofrer. Este é o critério da sensciência.

É a todo instante, o instante que passa e já não me pertence, passou, fugiu. Com as mãos não o retenho. Nem com os pés. Eu tento. Apanhar. Guardar, reter.
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É a todo instante, o instante que passa e já não me pertence, passou, fugiu. Com as mãos não o retenho. Nem com os pés. Eu tento. Apanhar. Guardar, reter. Segurar no olhar. Na palma da mão. Mas passa. Ele. O instante. Sem seguro. Solto e fujão, escorrega. Mandou-se. Fiquei. Fui. Arremeto. Arremessada sou, a todo instante. Deste instante para outro. Logo ali. Talvez. É a Soma? Somo todos. Indago. Mas o que resta, é só um. Este. Somos instantes. E num instante já não somos. Nem estamos. Fomos.