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Frase de Kaw Lima

BREU Que eu haja, que eu exista No tempo de ontem que hoje parece ser No brilho da luz, no cantinho da paz Até na dor que o riso pretende vencer Que haja ela e eu, no festejar das folhas das árvores, Verdejantes e nas falecidas aos meu redor Tão úteis e gratas pelos tempos de flora Bons tempos que se foram Que serão... Por onde andarmos, se florescer Que não nos falte um ramo de flores e seu mel Que por onde, prestes a morrer, não nos venha O remédio amargo, extraído do fel ... Que a cura seja, suave e eficaz Como uma rosa que se abre Que haja amor e não paliativos Pois, esses, são indiscutivelmente estéreis, Um efêmero, riscado em vários tipos de papéis. Chegam aos ouvidos, o grito da menina E seus sais, caem feito chuva de aquarela Onde se contorcem os desejos Largados pelo caminho, no tempo Tempo passado e presente, Do frustrado ao perdido, naturalmente Que haja tempo.. O clamado tempo .. Onde estamos, onde estaremos? Do florir dos sonhos Até o cerrar dos olhos Na clareza da luz, no mistério do breu Não há outras certezas.. A não ser que, certamente estaremos lá Onde inevitavelmente, todas as luzes, se apagam. Kaw Lima

Kaw Lima

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Pensador.com

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Outras frases de Kaw Lima

Se alguém que ama, falha e não se importa em dizer o contrário. Apenas siga.. Pois o contrário disso, talvez não valha apena. E talvez por talvez, mais vale não olhar para trás.Então só siga...
Cálice Hei -me aqui na penumbra da noite. Nem sei que hora bate no relógio, se
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Cálice Hei -me aqui na penumbra da noite. Nem sei que hora bate no relógio, se Uma, duas, quatro ou três da madrugada. Hei-me nesse canto, aqui, acolá Me pondo da sala pro quarto a andar. Do livro que tenho, de algumas linhas Não pude passar. Sento agora no velho sofá, Cor de sangue, como as lágrimas que, De quando em vez, não consigo segurar. Já me arrasto de lá para cá, na lembrança Da moça que sem pensar, pus-me a matar. Bebi do cálice, das incertezas E, ao mal dei lugar, delirei, a matei sem dó. Não ouvi o seu chorar doído, como criança a clamar. Sim, bebi do cálice maldito e comi da sopa do inimigo Servida num prato de nó. Fiquei gorda, empanturrada de insanas besteiras. Fui um tolo, sem paz, um péssimo jogador. Acreditei piamente que me traía, aquele amor. Não vi a razão, encontrei na loucura, Um lugar sem fronteira. Ahh.. Como pude não ouvir aquele choro, Como pude não pegar em sua mão, Não olhar nos olhos dela, Não cumprir o prometido? Como pude dar lugar, ao medo, a ilusão? Se era eu o homem em nossa cama, Como poderia ela me afrontar, se Tudo o que meus olhos pediam, Era dela concordar. Ainda vejo, aqui a mão sua, o seu esforço. Na mesa do canto, no som da música a voar. Nas marcas entranhadas no colchão, na pele, Na alma, a sua ausência, lamentar, nas noites De luar, quando a moça, corria para a janela E ponhava a me chamar. Olha a lua, é cheia, amor.. Que linda que está! Não existe lua mais bonita que aquelas Que ao seu lado pude apreciar. Nem essa que a saudade, vem mostrar. Se não me rasgasse inteira, o silêncio Quando encontro seu olhar, algo divino, com ela teria pela vida toda, não posso negar! Nessas horas o silêncio vem espicular, Um pouco daquele jeito de olhar. Será que ainda é de ódio, escarnio, O desprezo que sublinhei,ou de desespero Porque a golpei? Foi no mesmo golpe de incertezas que, provei, Esse gesto que no fundo matutei. Ó que atimia, caí sobre essa madrugada! Que quase sempre segue, além da alvorada. Na falta da namorada, da mulher, Que vinha desconfiada,um riso de criança Me tirava e em nossa cama me abraçava. Bebi da maldita, me arrependo! Entreguei seu corpo em sua porta, No final, da tardinha que sumia. E sob a lua que ainda lumia Me apartei dela que ia... Daqueles dias que eramos dois sóis, Dado a minha covardia, Não guardo nem fotografia Ó.. Quando a encontrarei, Quando serei de novo um rei, Uma rainha? Não sei que hora bate no relógio, Se uma, duas, quatro ou três, Se é noite, se é dia. Invento risos para fugir da agonia. Se é uma, duas, quatro ou três, não sei.

...PRÓPRIO Tenho um amor. Um amor, que me come.
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...PRÓPRIO Tenho um amor. Um amor, que me come. É um amor impar, próprio do interno, que não falta. Com leveza, numas vezes, senão com voracidade em outras,sempre resolve, quando mata a fome. Em pontas de dedos, a pressão das mãos, a inquietude frenética corporal. Sem tempos de lua cheia, faz seu desejado, temporal. E numa hora do dia, da noite, no acordar na madrugada, o amor, sem obrigação é coisa desapegada, que vai me visitando. E dos atos da mulher, ao riso da menina, minha cútis, vai remoçando. Tenho um amor.. Ah.. tenho. Amor que me come, come e come. Ausente das expectativas vazias, no verão ou no inverno. Tenho, meu próprio Falerno.

Sentimento O sentimento é o cal que cimenta a vivencia. Os sentimentos são como as quatro estações, os quatros elementos da vida.
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Sentimento O sentimento é o cal que cimenta a vivencia. Os sentimentos são como as quatro estações, os quatros elementos da vida. Nos consomem, nos avivam, nos fortalecem, mas nos derrotam. São, os sentimento, como as árvores milenares. Uma cidade de árvores em formação, tão indefinidos são. Sentimentos, dia e noite, sol e chuva,a mão enrugada do velho, o sorriso da criança, exaltando, o novo. Há quem diga que, existe coração de pedra, mas até o irredutível, se rende em sentimentos, quando da sua queda. O belo e o feio, que para bem ou para o mal, veio. O sentimento é simples, como do sentir, do gosto da Manga, nos lábios da menina, ao gosto amargo, no olhar de féu. Agridoce são os sentimentos que, não se afastam do justo julgador, nem tão longe está do infeliz, destino, do réu. Ah.. quantos sentimentos, podemos ter, criar, alegrar e perecer. Dia de sol, manhã chuvosa, penumbra da noite, madrugada enluarada, gosto de morte, aviso de vida, numa hora inesperada.