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Frase de Robinson Klaesius

CUBO DE GELO Dia após dia, durante anos, aquela foi minha rotina. E até hoje me pergunto: como é possível? Levantar ir ao trabalho. Bem, eu acordo cedo, eu gosto. Seis em ponto estou pronto. Café tomado, estômago vazio. De fato prefiro mesmo tomar café no trabalho, mas pela manhã, em casa, vai bem. Pois bem, dia após dia os ônibus cheios, pessoas, carros, espelhos. Tudo tão calmo e ao mesmo tempo é desespero. Movimento com o passar dos postes diante do meu pensar distante e desinteressante, observado de canto a canto, de sereno a delirante. Uma senhora que olha e disfarça. Olho para o relógio, perto de chegar, mais um sinaleiro. Olho para trás, procuro me posicionar, posição de saída. As portas se abrem, desço. Saio por primeiro. Passo após passo pela calçada em preto e branco, os prédios, as praças, os pombos. Ah, um dia frio faz mesmo observar. Os passos parecem desacelerar, enquanto o relógio derrete o tempo. Ora, só preciso chegar! Pois tenho tempo! Estou a voltar, novamente vejo as cenas, o ônibus, os postes, a senhora que me olha com desejo, quero dizer: disfarça! Eu vejo. Como é possível? Novamente paro, penso! As pessoas em câmera lenta, e eu: desespero? Ah, esse eu neste cubo de gelo, que segredo deste olhar a delirar... Só um olhar a delirar. Será mesmo? Passam-me uma a uma – as pessoas, sim, as pessoas – e eu a perguntar: e o meu tempo? Devagar! Devo chegar, distancio-me. Dias frios fazem mesmo observar. Rio, porque em vez de ir adiante, estou indo para trás. Como é possível? Novamente, tenso, penso: dia frio faz mesmo observar. Suores na testa e como suo neste cubo de gelo. Ah, que segredo, apenas meu olhar a delirar. Nem pergunto. Mas será mesmo? Os ternos, as saias, o vento. Estala os dedos a velha senhora naquele bar. Como eu posso escutar? A brasa a queimar no cigarro do mendigo. As luvas sujas, os trajes, um pão mordido, pego sobre luvas sem dedos, e no braço uma coberta a arrastar. Novamente lembro! Preciso chegar! Eu tenho tempo, devo me lembrar! O sono vem me incomodar. Minha inquietude posta em cheque, posição: sentido! Resolvo parar! Como é possível? Sigo o caminho e isso pode ser muito... Ah, deixa pra lá. Observo idéias em linha reticente, tudo devagar de dentro de um cubo de gelo. Meu tempo! É mesmo, um dia frio faz mesmo observar.

Robinson Klaesius

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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O coração entristece, mas não empobrece. Arma química que provoca explosão, multidão que desaparece. Cinzas que sobram e contam histórias depois de cada dia que amanhece.
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O coração entristece, mas não empobrece. Arma química que provoca explosão, multidão que desaparece. Cinzas que sobram e contam histórias depois de cada dia que amanhece. Prece. Não fosse a pressa em nossa conversa, ou daquela vez, talvez: fosse diferente enxergar o que realmente era, ou fosse. Mas em dez, contagem regressiva: foi-se.

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Qual é o seu maior sonho? O seu maior sonho não pode rivalizar com a realidade. Permitir tal situação, sem agir para dissolvê-la, significa incorrer ao comodismo e entregar-se ao retrocesso. Quando suas ações não mais permitirem que conviva com essa rivalidade, encontrará a alegria para acreditar e realizar o seu maior sonho.