Frase de Manuel Bandeira
Bacanal Quero beber! Cantar asneiras No esto brutal das bebedeiras Que tudo emborca e faz em caco… Evoé Baco! Lá se me parte a alma levada No torvelim da mascarada, A gargalhar em douro assomo… Evoé Momo! Lacem-na toda, multicores, As serpentinas dos amores, Cobras de lívidos venenos… Evoé Vênus! Se perguntarem: Que mais queres, além de versos e mulheres? – Vinhos!… o vinho que é o meu fraco!… Evoé Baco! O alfange rútilo da lua, Por degolar a nuca nua Que me alucina e que não domo!… Evoé Momo! A Lira etérea, a grande Lira!… Por que eu extático desfira Em seu louvor versos obscenos, Evoé Vênus!
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: LIMA, Alceu Amoroso. Poesia: Manuel Bandeira. Rio de Janeiro: Agir, 1983. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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