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Frase de EdsonRicardoPaiva

Ontem O dia amanheceu tão calmo Que tal calmaria tocou-me a alma E eu duvido que haja neste mundo Qualquer coração Que em dado momento Ao dirigir aos Céus uma oração Não se percebesse Coroado e abençoado Pois, por menor que seja Qualquer crença Filosofia Razão de ser ou de existir. Não como fechar os olhos Num momento igual àquele E abri-los no seguinte instante E não se dar conta Que a gente pode sim Saber-se importante Apesar de pequeno Alcançar uma certa iluminação Receber no coração a calma Saber-se Parte integrante de um Todo Algo Gigante, que a tudo une Almas encontrando almas Corações percebendo O pleno apelo de outros corações distantes Compreendermo-nos Física e Infinitesimalmente variantes Pequenos portadores de Espíritos Gigantes Importantes mensageiros A meio caminho de lugar algum Na simples e importante Missão De carregar uma mensagem Cujo pleno teor desconhecemos Porém, mesmo assim de certa forma as intuímos Na chuva que cai No brilho das Estrelas No caminho que os ventos revelam E, Se em certos momentos Insistirmos Em nos sentir tristonhos Haverá pra sempre Uma nova oportunidade de encontrar a verdade em nossos sonhos Tanto faz, se os sonhamos acordados Aquilo que diferencia Umas gentes de outras gentes É sempre a capacidade de reconhecer Seja na forma integral Ou, quem sabe, percebê-los Nos poucos fragmentos da verdade Que nos chega. O mais importante Em instantes assim é tentar e tentar e tentar Compreender Que houve sempre um início E então olhar em volta Perceber no ar Todos os indícios Que aquele simples instante Faz parte de uma grande História Que jamais haverá de ter um fim Desde que a gente deseje Realmente Conhecer a verdade da vida Sempre poderá Saber que as coisas são E permanecerão Pra sempre assim Independentes da compreensão Que pode haver ou não Em mim. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva