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Frase de William Shakespeare

Bastantes vezes a aparência externa carece de valor. Sempre enganado tem sido o mundo pelos ornamentos. Em direito, que causa tão corrupta e estragada, não fica apresentável por uma voz graciosa, que a aparência malévola disfarça? Que heresia poderá haver em religião, se alguma fronte austera a defende, e justifica com a citação de um texto, mascarando com bonito fraseado a enormidade? Não há vicio, por crasso, que não possa revelar aparência de virtude. Quantos poltrões não vemos, cujo peito resiste tanto como areia ao vento, que no queixo nos mostram barba de Hércules ou do sombrio Marte, e que por dentro fígados como leite só possuem? Os bigodes só usam da coragem, para que possam parecer temíveis. Mas se a beleza olhásseis, acharíeis que é só comprada a peso, e que milagre realiza da natura, ocasionando mais leveza onde mais presente esteja. isso se dá com esses cabelos louros de cachos enrolados como serpes, que saltitam ao vento, libertinos. cobrindo uma beleza só de empréstimo; conhecidos são todos como dádiva de uma cabeça estranha: já no túmulo se encontra o crânio sobre que nasceram. Praia traiçoeira é o ornato, por tudo isso, de um mar mui perigoso, linda charpa que esconde o rosto de uma bela indiana; em resumo: aparência da verdade, de que se vale o tempo experto, para colher até os mais sábios. Assim sendo, brilhante ouro, de Midas duro cibo, nada quero de ti, como não quero também de ti, intermediário pálido e vulgar entre os homens. Minha escolha recai em ti, em ti, modesto chumbo, que mais ameaças do que prêmio inculcas. Tua lhaneza é a máxima eloqüência. Seja pois alegria a conseqüência

William Shakespeare

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Outras frases de William Shakespeare

Falais baixo se falais de amor.
Morrestes achando que amava. Matastes pensando que era amor. Dominado pelo egoísmo da paixão, nos fez ver que não te conhecíamos como deveríamos e, por tua atitude, demonstrou que não conhecias o amor.
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Morrestes achando que amava. Matastes pensando que era amor. Dominado pelo egoísmo da paixão, nos fez ver que não te conhecíamos como deveríamos e, por tua atitude, demonstrou que não conhecias o amor. Descansem em paz.

Amor é um marco eterno, dominante, Que encara a tempestade com bravura; É astro que norteia a vela errante,
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Amor é um marco eterno, dominante, Que encara a tempestade com bravura; É astro que norteia a vela errante, Cujo valor se ignora, lá na altura. Amor não teme o tempo, muito embora Seu alfange não poupe a mocidade; Amor não se transforma de hora em hora, Antes se afirma para a eternidade.

Espelho não me Prova que Envelheço O espelho não me prova que envelheço Enquanto andares par com a mocidade;
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Espelho não me Prova que Envelheço O espelho não me prova que envelheço Enquanto andares par com a mocidade; Mas se de rugas vir teu rosto impresso, Já sei que a Morte a minha vida invade. Pois toda essa beleza que te veste Vem de meu coração, que é teu espelho; O meu vive em teu peito, e o teu me deste: Por isso como posso ser mais velho? Portanto, amor, tenhas de ti cuidado Que eu, não por mim, antes por ti, terei; Levar teu coração, tão desvelado Qual ama guarda o doce infante, eu hei. E nem penses em volta, morto o meu, Pois para sempre é que me deste o teu. (Tradução Ivo Barroso)