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Frase de celso_nadilo

A Praga de Saturno ​Nas altas camadas da atmosfera de Saturno, onde os ventos correm a mais de mil quilômetros por hora e a pressão dos gases comprime o vapor de água em tempestades densas e perpétuas, um novo pesadelo ganhou vida. Longe do solo que o planeta não possui, a vida flutuante gerou os Vermes de Múltiplas Cabeças. ​Eles eram a ruína da tecnologia humana. Atraídos pelo calor dos reatores e pelas frequências de rádio, esses vermes colossais rasgavam as nuvens de amônia e vapor d'água como enguias em um oceano gasoso. Para as frotas de mineração e exploração, eles haviam se tornado uma praga incontrolável. ​A tragédia final foi registrada ao vivo. Nos grandes telons holográficos instalados nas praças das cúpulas de Europa e nas cidades subterrâneas da Terra, a população assistia ao feed de vídeo da Missão Cassini-XI. ​As telas gigantes mostravam a perspectiva da sonda capitânia. Entre os relâmpagos dourados de Saturno, múltiplos pontos de calor surgiram nos radares. Segundos depois, as cabeças cegas e vorazes dos vermes chocaram-se contra os visores de quartzo dos astronautas. As mandíbulas biomecânicas das criaturas trituravam o metal das fuselagens para se alimentar da energia interna, expondo os homens à morte gasosa. O pânico e os gritos ecoaram pelos telons de todo o Sistema Solar antes da transmissão virar estática. ​A estática... a mesma onde as gaivotas transdimensionais batiam suas asas invisíveis, banqueteando-se com o eco do último suspiro da tripulação. ​O bio-universo estava cercando a humanidade por todos os lados. Embaixo, a gripe de silício e o despertar das pirâmides; no meio, o ninho lunar prestes a eclodir; e acima, nos gigantes gasosos, uma fauna faminta que transformava os exploradores em mera presa. O tempo dos homens no espaço estava se esgotando.

celso_nadilo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Através do caminhar das estrelas, as vemos morrer e tombar do céu. No dia em que formos nós a cair, seremos contemplados por outros seres, que verão nossos instantes em fragmentos esquecidos de luz. Nesse ponto, avançamos pelo universo ou seremos, enfim, capazes de compreender a…
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Através do caminhar das estrelas, as vemos morrer e tombar do céu. No dia em que formos nós a cair, seremos contemplados por outros seres, que verão nossos instantes em fragmentos esquecidos de luz. Nesse ponto, avançamos pelo universo ou seremos, enfim, capazes de compreender a beleza da existência? ​Vivemos em paradoxos, encerrados em cubos ligados a outros cubos na tênue finitude do espaço, tentando decifrar o mistério que intriga o próprio tempo — na simplicidade de apenas viver e existir, até que o tempo se torne a prova viva do inexplicável de sua passagem. ​Pois o impulso de tudo racionalizar costuma converter a intuição em protocolos frios, apagando o amor clandestino e a fogueira das infinitas possibilidades. Mas quando a fórmula finalmente se conclui, nada mais resta além da simplicidade: uma borda reluzente que contorna e transcende a própria realidade.

Luar frio, alma quase imperceptível aos olhares dos navegantes da vastidão. Entre sussurros e lamentos ecoados
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Luar frio, alma quase imperceptível aos olhares dos navegantes da vastidão. Entre sussurros e lamentos ecoados nas nuvens celestiais da solidão. ​Voz que como trovão incandesce o mármore do inferno de jade; ao longe, lágrimas de sangue escorrem mar a dentro, na profundeza sem fim. ​Criaturas fantasmas navegam nos sonhos mansos dos mortos. Tão belos olhos que mesclam o ar da planície esverdeada aos tesouros ocultos nas areias silenciosas do tempo. ​Mares bravejam as terras do norte, canais de sonhos dentro de pesadelos. Rios de fogo, clamores de um novo mundo: prólogo do próprio reflexo da entropia, envolto num pássaro que paira pelos céus buscando terras desconhecidas. ​E no sentido mais profundo, onde amantes vivem em estado divergente, o gelo finalmente derrete e forma um lago de água doce e límpida. ​Vozes ecoam — mulheres que parecem sereias tornam-se o algoz de um sonho. Na muralha do esquecimento, pende a interrogação sobre a linha massiva das eras. Soterrada num pesadelo, minha voz repousa em teus seios. ​Tão complexos ares do mundo... E depois deste mundo, as nuvens terão chuvas que vêm num assopro do vento? Pássaros cantando em meio à tempestade erguem-se soberanos como a fênix. ​Rios a dentro de nossas vidas, um instante eterno; avançamos nas estepes da geleira para o ermo mais distante do mundo, para ver seres fantásticos e suas existências magnânimas e emblemáticas. ​A flor que desabrocha no espaço, entre estrelas dilaceradas que observamos, será o combustível do futuro para outras galáxias. Novos mundos dentro do universo ressoam no alvorecer de um novo iluminismo. By Celso Roberto Nadilo