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Frase de Demário Jr

Doce Quimera Tens olhos como que de anjo. De ano caído que causa tormento. Diante de teus olhos se torna excremento, Toda a beleza de qualquer arcanjo. Basta-me ver-te e minha mente se dobra. Minhas vontades transmutam-se em brasas. Não podes ser anjo, falta-lhe asas. Disseram que deus não dá asas à cobra. Teu belo sorriso nem parece de quimera, Tens um encanto que, no entanto, dilacera. Que faz alucinar até os mais sábios. No último terceto um conselho te deixo, Disfarçadamente limpa o teu queixo, Tens veneno escorrendo dos lábios.

Demário Jr

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Pensador.com

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Cantemos pois (fragmento dos Três Contos) Trôpego à esmo em labirínticas vielas. Corpo em espasmos devido à frialdade.
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Cantemos pois (fragmento dos Três Contos) Trôpego à esmo em labirínticas vielas. Corpo em espasmos devido à frialdade. Pensamentos inconsistentes à realidade, São lindas pinturas de feias aquarelas. São olhos que vêem qual anjo o algoz. O qual tece a arte tão bem aceita, "se há o plantio tem de haver a colheita ", E deixam aos deuses a vergonha por nós. E choram um brado de ignota agonia. Se sofrem é de uma mental patologia. Prefiro a poesia que há no caixão. Deita ao lixo tua bela sinfonia. Guarda teu canto, amante da hipocrisia. Chegada é a hora de cantarmos podridão.

Três Fantasmas Três fantasmas que não me deixam esquecer, A única amada de meu coração.
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Três Fantasmas Três fantasmas que não me deixam esquecer, A única amada de meu coração. Consternam-me o intelecto e toda razão. E vejo em meus sonhos o primeiro aparecer. Esse é o qual me faz sempre sonhar. Lembrar mesmo inconsciente o maldito beijo. Maior-pior que a razão é esse desejo. Mesmo sem consciência não cesso de lembrar. O último me vem estando eu desperto. Melhor ao ser humano é não te-lo por perto. E novamente me vem com surreal dança. Três fantasmas que não me deixam esquecer. O nome dos três pra que possas crer, O sonho, o desejo e a maldita esperança.

Da família dos Anjos Tudo o que tento se torna excremento. Constato por fim que não posso esquecer.
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Da família dos Anjos Tudo o que tento se torna excremento. Constato por fim que não posso esquecer. Lembranças que me tornam um triste ser. São correntes que, de fraco, não as arrebento. Parece que sinto teu cheiro no vento. Tamanho é esse meu desejo. E quando te revejo me vem num lampejo, Novamente todo esse meu sentimento. Não pude esquece-la nem à custo, Vendo-me criado, homem, marmanjo, Creditei que havia algo mais em teu busto. Em teus olhos haviam divinos arranjos, Sei que não és da família de Augusto, Mas certamente és da família dos Anjos.

Versos Podres - fragmento dos Três Contos Quão podres são estes meus versos, Que quando os recito me vêm ânsias de vômito.
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Versos Podres - fragmento dos Três Contos Quão podres são estes meus versos, Que quando os recito me vêm ânsias de vômito. Após o término revivo atônito, Outrora felizes, momentos perversos. Me vêm à tona pensamentos submersos, Estando desperto ou num sonho cômico, Peço mais um litro de meu forte tônico. Nos meios que busco tenho resultados inversos. E o quanto peço, e à quem peço nem sei mais. Vejo-me abandonado em labirintos desconexos. Não sou ator e nem participo de meios teatrais. E me acho nestes sonhos não-complexos, Pesaroso pelos sonhos não serem reais. E constato quão podres são estes meus versos.