Frase de Waly Salomão
Oh, sim, eu estou tão cansado Mas não pra dizer Que eu não acredito mais em você
No pensador.ai desde
Oh, sim, eu estou tão cansado Mas não pra dizer Que eu não acredito mais em você
No pensador.ai desde
ANTI-VIAGEM Toda viagem é inútil, medito à beira do poço vedado.
ANTI-VIAGEM Toda viagem é inútil, medito à beira do poço vedado. Para que abandonar seu albergue, largar sua carapaça de cágado e ser impelido corredeira rio abaixo? Para que essa suspensão do leito da vida corriqueira, se logo depois o balão desinfla velozmente e tudo soa ainda pior que antes pois entra agora em comparação e desdoiro? Nenhum habeas corpus é reconhecido no Tribunal do Júri do Cosmos. O ir e vir livremente não consta de nenhum Bill of Rights cósmico. Ao contrário, a espada de Dâmocles para sempre paira sobre a esfera do mapa-múndi. O Atlas é um compasso de ferro demarcando longitudes e latitudes. Quem viaja arrisca uma taxa elevada de lassitudes. Meu aconchego é o perto, o conhecido e reconhecido, o que é despido de espanto pois está sempre em minha volta, o que prescinde de consulta ao arquivo cartográfico. O familiar é uma camada viscosa, protetiva e morna que envolve minha vida como um pára-choque. Nunca mais praias nem ilhas inacessíveis, não me atraem mais os jardins dos bancos de corais. Medito è beira da cacimba estanque logo eu que me supunha amante ardoroso e fiel do distante e cria no provérbio de Blake que diz: EXPECT POISON FROM THE STANDING WATER. Ou seja: AGUARDE VENENO DA ÁGUA PARADA. ÁGUA ESTAGNADA SECRETA VENENO.
A memória é uma ilha de edição
Olhos de lince (Waly Salomão e Jards Macalé) Quem fala que sou esquisito hermético É porque não dou sopa estou sempre elétrico
Olhos de lince (Waly Salomão e Jards Macalé) Quem fala que sou esquisito hermético É porque não dou sopa estou sempre elétrico Nada que se aproxima nada me é estranho Fulano sicrano e beltrano Seja pedra seja planta seja bicho seja humano Quando quero saber o que ocorre a minha volta Ligo a tomada abro a janela escancaro a porta Experimento tudo nunca me iludo Quero crer no que vem por ao beco escuro Me iludo passando presente futuro Revir na palma da mão o dado Presente futuro passado Tudo sentir de todas as maneiras É a chave de ouro do meu jogo De minha mais alta razão Na seqüência de diferentes naipes Quem fala de mim tem paixão.
Se todas as coisas nos reduzem a zero, é daí do zero, que temos que partir.