Frase de Carlos de Castro
TRISTEZA Hoje, não estou triste. De que vale a tristeza Se ela já existe Na correnteza Da vida em riste? Vá, gostariam, Preferiam, Que eu fosse Homem de ardileza? De que vale a tristeza Se a vida é certeza De uma incerteza Atroz? Por nós E por mim, Ainda assim E pelo meu fadário Eu viro a tristeza ao contrário, E antecipo-lhe o fim. E se ela me perseguir No cimo do meu calvário: Vou-me rir Tanto, tanto, Como se fosse um pranto Tornado falsário. (Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 19-03-2023)
No pensador.ai desde