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Frase de CARLOS ALMIR FERREIRA

JANELA Os pedaços de minha janela são os mesmos que choram as minhas verdades, enquanto o azul de minha praia são meus olhos azuis, que choram vendo o brilho da tarde. Minha janela é minha vida, uma vida azul e pensante, talvez seja uma janela sem parede ou teto, mas com o pensamento enorme, que voa junto com o pássaro azul no peitoral da janela. Assim, meu vôo é sem limites, é o ser ou não ser..., é a vida de uma garça, que voa sem graça sobre o azul do mar. Eu não tenho mar, mas tenho janela, de onde tiro e onde coloco o que quiser: mar, montanha, árvore, geleira e uma besteira qualquer. Minhas vontades estão no ar, não há como fugir; basta abrir a janela e por ela olhar; se estou triste, dá para um abismo; se não, dá para o mar. Triste do homem que não cria, pois este não tem janela para olhar.

CARLOS ALMIR FERREIRA

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Pensador.com

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PARTE EU SOU UMA PARTE DA TERÇA PARTE
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PARTE EU SOU UMA PARTE DA TERÇA PARTE DO QUE SÃO MEUS AMIGOS

QUADRO DE MULHER A forma mais bela revigora minha vida,
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QUADRO DE MULHER A forma mais bela revigora minha vida, espera de uma espera, síntese de desejos, gosto, forma, beijos, carência de desejo e, em forma de aquarela, na tela mulher eu vejo. que meus olhos fazem lágrimas e de novo a tela vive, vibra em fogo ardente, mostra formas belas, forma-se uma vida e, em um doce beijo, cada desejo nasce em aquarela de cor, em poesia de arte, em verdadeiro amor, a mulher fala, a mulher vibra, a mulher cala e do quadro pula e da poesia nasce, se a arte é verdadeira, se o sentimento pinta na realidade do artista.

MÃE Vejo-me dentro da tua pele, no teu sangue
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MÃE Vejo-me dentro da tua pele, no teu sangue e nos teus olhos, que estão sempre por dentro dos meus. Tudo porque só tu me conheces, ao ponto de surpreender-me: tu nem sempre dizes o que eu quero ouvir, nem sempre sentes o mesmo que eu, mas só tu tens o poder de fazer-me sorrir, quando eu quero chorar.

PAI Eu não escondo o orgulho de saber que minha vida
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PAI Eu não escondo o orgulho de saber que minha vida foi concebida por um mestre de vida, um ser que ajudou a nascer milhares de crianças. Meu pai é obstetra, mas não é desses comuns, sem emoção. Meu pai é um poeta, um sonhador, um semeador de esperança. É um médico e não um comerciante de vida; é um batalhador num país sem saúde, que se comove, chora e ama seus pacientes com o mesmo fervor de um iniciante. Pai, que orgulho por saber que você sabe ser pai de tantos, que não perdeu o encanto de um homem que viveu para ser pai. Não esqueço o dia em que vi nascer um menino por tuas mãos, a emoção, a tensão, e a alegria de quem sofreu e acompanhou por nove meses uma família e com ar de felicidade anunciava: é menino! Pai, sei que poderia falar só de meu pai, o que me ensinou a amar poesia, que me recitava Olavo Bilac, Casimiro de Abreu, Thiago de Mello, que me falou sobre Pablo Neruda, que me citava de cor o primeiro parágrafo de Iracema: “Verdes mares bravios de minha terra natal... “ e logo dizia: José de Alencar! Poderia até falar de quem me contava aquela história da formiguinha e o bloco de neve, ou quem, quando o jogador estava impedido, dizia: ‘OFF SIDE!, tá na banheira...!” Quem, quando eu tinha uns três anos, me dizia, não sei por quê: “- raio laser, Carlos, raio laser”, e eu ficava convencido de que era o Ury Gueler..., contudo, não seria justo com você falar só do homem pai e não do médico, pois os dois se confundem. E o médico sempre foi pai de todos, que pediam não só consulta, mas carinho e alento. Pai, você não é só meu pai, é pai de todos, pois como diz um provérbio judeu: “Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro”.