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Frase de Bruno M. Tôp

Por definição. vício: 1 Defeito 2 Hábito 3 Costume condenável ou censurável 4 Uso de tóxico ou droga 5 Apego exagerado a algo, que não faz bem. Nessa história é um pouco de cada uma das definições. É, ele já era apaixonado, ele tinha sua metade, nos braços da namorada ele era feliz, tão feliz que quando estava ao lado dela, nunca tinha mais nada da cabeça. Mas era como se o efeito pasasse após alguma hora, é como se a namorada fosse um entorpecente, que deixava ele bem, enquanto estivesse em sua presença. Porém, sempre que estava meio afastado dela, sempre ele sentia o seu antigo eu clamar por liberdade. O cafajeste ainda tava ali dentro, trancafiado. E eis que surgiu uma nova pessoa em sua vida. Seu sorriso era como o pólen de uma Aroeira, doce, inebriante, mas venenoso. E ele sabia que lhe fazia mal, que ele não devia voltar a cativar aquela flor, mas… Quem disse que ele conseguia. Ela nada mais era que um vício, que ele foi gostando, apesar de saber que não poderia mantê-lo do jeito que queria, ela era daquele jeito… Perfeito para ele. Mas o destino tinha demorado pra apresentá-los. Ahh como destino é cruel às vezes. A nova atriz desse palco, sabia do compromisso dele, sabia que no fundo, ele amava sua namorada, então, apesar de querer, ela simplesmente não cedia, porém, já não podia negar, que um algo mais sentia, e aí ficava entre a cruz e a espada, entre a consciência de fazer o que é certo e vontade de fazer o que é errado, entre a sinceridade e a mentira. O protagonista, sabia quem ele queria. Ele queria as duas, mas não se pode ter duas pessoas, ou pelo menos foi o que ele aprendeu, e ele seguia, sendo um ótimo namorado, um cafajeste deplorável, pois lá no fundo, ele ainda tinha consciência, de que, consumar o que sentia vontade, não ia ser tão prazeroso quanto parecia. E aí ele se cansou, se cansou de mendigar o carinho da flor, pois, sua consciência lhe mostrou, que ele não podia manter dois amores. E aí ele tentou ter só a amizade da flor, só que era díficil, aquele sorriso, aqueles olhos, eram tentadores demais… “Uma pessoa não pode ser de duas! Isso não tem sentido algum” “Claro que pode, amor nunca faz sentido… Por exemplo, quando a gente é criança, a gente é do nosso pai e da nossa mãe…” “… Você sabe que é errado” “Eu nunca disse que eu era o certo” “…” “No fim a decisão é sua” “Você sabe o que eu decidi…” “Então não vou mais incomodar” “Vamos deixar de nos falar?” “Não, acho que não” Ele sabia que era mentira, mas era como tinha explicado pra ela, mentiras, às vezes existem para o bem. E então, um dia, passando por uma floricultura, ele viu, um lírio, que lhe chamou a atenção, uma flor bela demais para ficar na vitrine, merecia estar no colo de uma mulher que lhe envenenara. Ele a comprou, e covardemente a enviou, junto dela, colocou uma mensagem numa das pétalas, e esperou. Era a mensagem que ela disse amar, e que recitou tantas e tantas vezes no ouvido dela, como cantada, mesmo sabendo que era errado, ele colocou lá, no lírio. Esperou que pudesse a voltar a sentir o polén venenoso lhe deixar tonto. Mas nada aconteceu. Passaram se dias, meses, o tempo tomou tudo. Ele se casou com sua namorada, era seu destino afinal. Um dia, o tear do destino, voltou a se mostrar cruel, ou simplesmente divertido; andando na rua, ele parou naquela mesma floricultura, para comprar um lírio para sua filha, e eis que viu uma moça um tanto quanto singular segurando a flor que fora comprar. Ele indagou. “Você gosta de lírios?” “É um vício que aprendi a ter quando moça…” E sem perceber porque ele entoou. “… olha só, o que te escrevi, é preciso força, pra sonhar e perceber, que a estrada vai Além Do Que Se Vê” Os dois se fitaram, e ele percebeu aqueles orbes âmbar que o envenenavam, deu um sorriso gostoso e disse. “Então ainda somos viciados nas mesmas coisas”.

Bruno M. Tôp

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Bruno M. Tôp

A gente vai ficando velho, e deixando o tempo assassinar nossos sonhos. Sempre com a mesma desculpa; 'continuo isso mais tarde', mais para mim mesmo, do que para os outros, sem perceber, eu deixei meus sonhos de lado, assim como a maioria das pessoas. Deixei o tempo se enferruja…
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A gente vai ficando velho, e deixando o tempo assassinar nossos sonhos. Sempre com a mesma desculpa; 'continuo isso mais tarde', mais para mim mesmo, do que para os outros, sem perceber, eu deixei meus sonhos de lado, assim como a maioria das pessoas. Deixei o tempo se enferrujar a minha visão da vida, as cores que antes via nas coisas pequenas, como poder fazer o tempo esperar, como esperei, e ficar sem fazer nada, dando um tempo só para mim; não agora, os tempos que passo de forma boemia, são tempos de angústia, em que o guloso espírito de responsabilidade rouba a graça da vadiagem. É como eu sempre soube, os seres humanos quando envelhecem, deixam de sonhar, simplesmente por enxergarem algo que quando eram crianças, nunca terem percebido; Há um teto acima de suas cabeça, que restringe suas ações e reações, que inibe suas vontades e espontaniedade, um teto chamado responsabilidades. E a única fuga para ele, é olhar de lado e ver numa janela, um céu azulado que se desenha acima da cabeça de seus filhos. Por isso que os pais se contentam em realizar os sonhos dos filhos; não é por eles não terem sonhado nunca, é só que, seus sonhos estão invisíveis, ocultados pelo teto acima de seus desejos juvenis. O Amor que outrora, teve tantas definições, hoje é apenas uma parte que me entorpece numa rotina que se eu parar para avaliar como deve ser avaliada, a saída de emergência guardada nos meus pulsos, será usada. Uma ilusão, minha vida, muita dor, esperança, sonho, alegria, um vício, o que há de mais maravilhoso, uma sensação de vazio e ainda assim, apenas uma palavra. Eu esqueci que o Amor já foi tudo isso para mim. Meu teto me impede de perceber essas coisas tão óbvias assim. Agora, o que me resta, é tentar fugir um pouco mais desse teto, mas pelo que me parece, o tempo não vai deixar, ele está zangado por eu ter aproveitado do amor de forma tão hipócrita e criminosa. É isso que dá, afirmar ser raposa, ter coração de gelo, e nem ao menos saber, quais sentimentos são verdadeiros.

Uma saudade bem espaçosa, perseguindo os padrões, de uma rotina de desencontros, fazendo das fotos, uma fuga especial, é aí onde nosso amor se sobrepõe. Ninguém é tão agraciado quanto nós dois, nós não estamos no fim, mas já superamos o tão famoso 'felizes para sempre', e eu sei…
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Uma saudade bem espaçosa, perseguindo os padrões, de uma rotina de desencontros, fazendo das fotos, uma fuga especial, é aí onde nosso amor se sobrepõe. Ninguém é tão agraciado quanto nós dois, nós não estamos no fim, mas já superamos o tão famoso 'felizes para sempre', e eu sei disso porque toda vez que você exibe um sorriso, o meu próprio sorriso o sobrepõe. É, eu tenho certeza, ninguém é tão sortudo quanto nós somos. Quando você me liga, e me diz como você se sente, eu fico imaginando como e quando você se enraizou tão longe, sem eu nem mesmo notar. Como e quando, meu coração deixou de ser meu, para ser seu? Você já deve ter percebido, mas eu não costumava a estar habituado a isso, e sem nem perceber, discutia só por discutir, porque a paz que seu olhar me inundava, era tão inédita... Só que não há nada de mal nisso, eu apenas nunca estive tão feliz. E agora, eu tenho essa sensação de que se eu demonstrar exageradamente o bastante, você vai sorrir de volta pra mim, o sorriso tão intenso (e envergonhado) que só tem para mim, o sorriso pelo qual eu me apaixono todo dia. É, eu tenho certeza que ninguém sobrepõe a beleza do seu sorriso nesse mundo.

Nós continuamos conversando, Mas sinceramente, Eu não tenho ideia do que está acontecendo,
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Nós continuamos conversando, Mas sinceramente, Eu não tenho ideia do que está acontecendo, Ainda somos amigos? Existe uma magóa que você não admite, E isso me incomoda bastante, Como um colibri, Pairando no ar. Percebo que você está me evitando, Mas sinceramente, Não é de hoje que isso vem acontecendo, Faz tempo que você não é mais a mesma comigo, E nosso sorriso, você não mais permite, Como se o que a gente já teve fosse irrelevante, Algo que eu fechei assim que abri, Que você nunca deixou respirar. O problema é que sempre lhe vejo, Sou fisgado pelo encanto do seu olhar, Me pego saudoso do seu beijo... Não sei mais o que esperar. Só me resta esperar que esse desejo, De alguma forma consiga me deixar, Que o gosto voraz do seu beijo, Minha memória consiga apagar.

Ela é macia, quente, seu abraço um tanto aconchegante, segurá-la em meus braços foi mais natural do que poderia imaginar; seu perfume é uma doce promessa que me traz lágrimas aos olhos. Foi assim que me despedi, sem nem perceber que era uma despedida. Por menos um ciclo do sol,…
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Ela é macia, quente, seu abraço um tanto aconchegante, segurá-la em meus braços foi mais natural do que poderia imaginar; seu perfume é uma doce promessa que me traz lágrimas aos olhos. Foi assim que me despedi, sem nem perceber que era uma despedida. Por menos um ciclo do sol, eu a conheci, me apaixonei, me viciei, desapeguei, abandonei, reapaixonei, enjuei e ignorei. Tudo tão rápido, mas de uma forma tão intensa, que foi um amor para uma vida toda; pena que esse amor não durou nem mesmo a vida de uma vespa, que nasce na primavera, e morre num inverno. Foi mais ou menos o que aconteceu com ela, como uma vespa, que visualiza uma fogueira. Pobre coitada, hipnotizada, lá no fundo sabia que seria o seu fim, mas não resistiu aquela luz, e foi em direção a fogueira. Pobre dela, que sempre foi contra ao que eu queria, e sem perceber, não teve escolhas, veio até mim, deixando morrer sua parte mais inocente. E aí, depois do pequeno hiatus que preguei ao seu coração, ela aprendeu a se proteger de mim, de uma forma que nunca esperei. Pois é, como eu sou um mal perdedor, não aceitei aquela defesa. Eu nunca fui um vencedor, porém, nunca aceitei a derrota. Na verdade, é algo bem além, essa caracteristica é do meu coração, que simplesmente não sabe perder. E desde então, eu desapereci, a fogueira se apagou, e a pobre vespa ficou desnorteada, no escuro, sem seu vício para lhe guiar. Mas essa é só mais um romance, que como todo romance que se prese, teve seu início, seu meio, e seu fim. Pois por definição, romance tem que ter um fim.