Frase de António Prates
Sou um eviterno vagabundo, nesta vida consumida pelo medo; olho prá vida vejo um tecto moribundo cheio de restos, de prisão e de degredo. Apalpo os dias que me passam ao redor, com a vontade que me dá o velho tacto; provo premissas sem tempero e sem sabor, feitas de um rosto macilento e abstracto. Neste percurso sinuoso aos solavancos, nesses atalhos procriados nos invernos, passo barreiras rodeadas por barrancos, pelas ombreiras lá dos quintos dos infernos. Fiz-me um ser errante, emaranhado, deambulando pela dita paz no mundo; sou fora daqui, sou de outro lado... Sou um eviterno vagabundo!
No pensador.ai desde