Frase de Sérgio Júnior
A NUVEM DO MEDO Haverá em breve lá fora, uma nuvem reincidente. Querendo pôr no abrigo trancados, não deixando sair. Dizendo que a nuvem pode matar toda a gente. Fomentando sentimento de impotência, fazendo muitos desistir. Alguns que falavam, já não discordam mais. Agora brigam dentro de casa, todos na mesma mesa. Parece ter acabado o tempo de sabedoria, de luz e de paz. Alimentam-se de notícias de morte, de dor e de tristeza. Se irritam facilmente com quem ousa discordar e sair sem "guarda-chuva." Quem ignora o pavor imposto e a cínica exaltação dos malfeitores. Gente que come queijo, toma vinho e planta uva. Que não cede ao pânico, nem às notícias, nem aos temores. Não vai chover, e mesmo que chova, é chuva passageira, é um teste. É um experimento, para observar sua reação, uma nova onda, nova peste. Doenças fabricadas, vírus fabricados e que precisam ser testados, coisas indizíveis. Armas de guerra, sim, a crueldade não quer o estrago de mísseis. A nuvem que quer voltar, já se forma no obscuro, no escondido, lá no fundo. Almeja o momento em que consiga controlar o mundo, em milésimos de segundo: Querem levantar o "vento" adequado, para soprar forte, trancar portas de mercados. Precisando fazer todos ficarem em casa aterrorizados, assim o vento arranca o telhado. Logo que o vento invade por cima e controla a mente, limita-se a sagacidade. Ao ponto em que se acredita em tudo que se ouve e se lê, saiu na TV então é verdade. Ninguém questiona nada, afinal, quem inquiriu, sentiu o peso do vento e a ameaça da nuvem. Resta ainda a inteligência do respirar e esperar, a paciência de explorar o hiato. De não se isolar como ilha, de se orientar em família, de brincar com o cão, beijar o filho e abraçar a filha. Saber que a nuvem do medo esconde um segredo: que o queijo é a ruína do rato e a armadilha é o boato. Que no fim, a nuvem invisível, acostumada a fazer muro no escuro, vai embora, pois o nascer do sol da verdade a humilha; Pois a apreensão não faz a estação e, nuvem nunca brilha. Sergio Junior
No pensador.ai desde