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Frase de Flávia Cavalcante

No silêncio da noite ela olhou para a parede. Estava difícil enxergar até de dia, imagine a noite. Mas ela viu a sombra das árvores na parede. Não se era criança naquela época. Ela tinha certeza que não era criança naquele século. Pouco entendia o motivo de está ali naquele quente com aquelas pessoas que no início eram desconhecidas e agora elas faziam parte de sua vida. Ser Judeu no auge de uma guerra daquele tipo já era ruim, imagine uma criança judia. Ela sabia que estava sendo punida por algo que nem sabia se tinha feito. Todos os dias morriam pessoas que nada faziam a não ser trabalharem embaixo de chicoteadas. Naquele dia ela mesma havia presenciado a morte de uma de suas vizinhas. Era uma boa mulher. Gostava de cozinhar para os filhos e marido. Sempre que fazia um bolo, ela lhe levava um pedação enorme. E ao ver aquilo, Alizah começou a chorar. Apesar de estar acostumada com a morte, se é que pode se acostumar com alguma morte, aquela não era uma má mulher. Sua mãe, que estava ao lado, a abraçou e a levou para um lugar escondido. Os alemães não podiam ver uma criança chorando daquela forma. E foi aquela noite de insônia que Alizah ficou olhando para a parede. Ela não havia feito nada, absolutamente nada para ser privada até de chorar. Ela era uma boa pessoa como sua mãe. Seu pai havia ido para longe com outros homens e seu irmão. Elas não tinham notícias deles a muito tempo. Levantou devagar e foi até a pequena janela. Ficou olhando para fora. Viu alguns alemães conversando sobre alguma coisa. Pensou em como vivia bem antes. Tinha toda boneca que queria, sua mãe, que era linda, estava um pouco mais velha. Continuava linda, porém parecia ter envelhecido vinte anos. Lembrou-se do que um soldado havia dito ao desocuparem sua casa: “ratos”. Era ela mesma um rato? Uma criança de 10 anos, inteligente, bonita, era um rato? Então voltou para a sua cama improvisada do lado da mãe. Sairiam dessa, de alguma forma aquilo passaria. Elas voltariam para casa onde estavam seu pai e irmão e eles a receberiam com música, comida e uma boa história.

Flávia Cavalcante

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Era uma canção de amor bem no meio dos meus olhos mas você não viu, nunca vês quando pego em tuas mãos e mesmo calejadas de tanto trabalhar, eu falo que são macias. E quando olho para o seu rosto e me vejo em você, você não percebes que te quero com o fundo de minh’alma?

Tristeza não define fim. Talvez tristeza seja o começo de muitas alegrias que experimentemos no decorrer da vida. O que define o fim é a desistência. Largar tudo, “chutar o balde”, desistir de viver e de lutar. Eu te desejo, meu caro, toda a força e coragem para seguir em frente.…
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Tristeza não define fim. Talvez tristeza seja o começo de muitas alegrias que experimentemos no decorrer da vida. O que define o fim é a desistência. Largar tudo, “chutar o balde”, desistir de viver e de lutar. Eu te desejo, meu caro, toda a força e coragem para seguir em frente. Não desista por causa da tua tristeza. É nela que você se descobre, se ama e se supera. Te desejo milhares de tristezas na vida para que te conheças melhor.

Acordei com uma dor de cabeça incessante. Tomei aquele velho café, olhei pela janela e vi o dia lindo lá fora. Sábado, sol, praia, as pessoas estavam felizes. Mas não eu. Eu sabia que era uma fase, que era o dia. Que diz seguinte eu estaria bem. Todo dia quatro era a mesma coisa.…
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Acordei com uma dor de cabeça incessante. Tomei aquele velho café, olhei pela janela e vi o dia lindo lá fora. Sábado, sol, praia, as pessoas estavam felizes. Mas não eu. Eu sabia que era uma fase, que era o dia. Que diz seguinte eu estaria bem. Todo dia quatro era a mesma coisa. Tinha até vergonha de dizer que ainda chorava pela morte do meu gato. Mas não me culpe. Ele era minha única companhia desde criança. Não conhecia nenhum ser humano tão bom quanto era o meu gato. Botas era alegre, divertido, brincalhão. Ele era preguiçoso como eu, um amor de gato que ninguém no mundo iria imaginar em fazer mal. Mas um ser fez, um ser que eu não sei quem é. Ele matou meu Botas. E eu estou aqui, triste. Era meu gato. Meu único amigo, e não me venha me criticar.

É por certo que te fazias de louca todas as vezes que pedia um beijo em seus lábios carnudos e lindos. Sempre inventava uma desculpa. Dizia que não podia porque seu pai não lhe deixava beijar antes do casamento. Ora, eu era apaixonado por tu, Ana. Eu me casaria no primeiro dia qu…
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É por certo que te fazias de louca todas as vezes que pedia um beijo em seus lábios carnudos e lindos. Sempre inventava uma desculpa. Dizia que não podia porque seu pai não lhe deixava beijar antes do casamento. Ora, eu era apaixonado por tu, Ana. Eu me casaria no primeiro dia que a vi. Mas por algum motivo você me evitava. O que eu tinha? Eu não era feio, mulheres matariam para ficar comigo. Era um pouco, apenas um pouco mais alto que o normal. Mas tinha dinheiro. Porque Ana? Porque me obrigastes a ficar sem ti? Porque não me querias da mesma forma que te queria? Então um dia saindo de casa eu a vi. Você beijava outros lábios. Era uma homenzinho do jornal que nada mais deveria ter que uma caneta e papel. Meus lábios se contraíram e jurei vingança. Entenda Ana, não foi porque eu quis. Eu te amava e preferia vê-la-te morta a ficar com alguém que não chegava aos seus pés. Então te matei porque aquele jornalistazinho não merecia nem um pouco da sua consideração. Mas me perdoa, eu sei que em outra vida ficaremos juntos porque fomos feitos um para o outro.