Frase de Giovana Alves
Grito de guerra Em meio às ruínas, me calo E os tempos sombrios Emitem estrondos ofensores. Fazem de cada pedaço espatifado, De algo que antes era sadio, A se tornarem entulhos inferiores. E como se locomover Onde o peso parece me vencer, Em cada fragmento que se perdura? Tudo parece estar a um passo de morrer, E o jeito é ver melancolia distorcer O final que não há mais cura. Envolvida no temido escuro Ouço vozes intactas, Que insistem em constantes sussurros. Embora soam abafadas Aquietam o sentimento de apuro, Vindo de uma canção que promete seguro. E com o resto de confiança, A intensidade começa a ecoar Me recordo das velhas lembranças, Da glória que sempre buscava em almejar. Seus ritmos repetidos Me fazem querer te escutar cada vez mais, Meu interior abriga seus gritos E melodias da essência que me satisfaz. Então seja bem-vinda, Ó doce e brava sinfonia! Abale minhas estruturas como quiser, Afinal, você sempre foi minha. Me faça pulsar para o renascer, Assim fortaleço seus hinos de motivação, Transformo razões em batidas com emoção, Pois isso é que me fará sentir viva outra vez. Composições que soam em tons potentes, Onde acendem o pavio apagado. Me recupero em faíscas flamejantes, Provocando um estouro inacreditável. Aos poucos, reparo os danos quebrados Combatendo o que não é mais tão implacável. Ah, meu grito de guerra adormecido, Que ressurge em agitos independentes. Te eternizo em meus tempos destruídos, Para me refazer com suas trovas confiantes.
No pensador.ai desde