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Frase de Audrey P. B

⁠10 de outubro Querido Josh, As folhas sacodem com o sopro do vento e quando fecho os olhos me transporto para perto de você e quase consigo sentir seu abraço. Sinto seus braços ao redor de meu corpo e respiro fundo tentando sentir seu perfume, fechando os olhos para segurar essa sensação e não a deixar ir. Uma lágrima escorre por meu rosto e eu penso em quão difícil é fingir que essa ficada não significou nada e não mexeu comigo. É difícil passar por você séria sem sequer esboçar um sorriso, mesmo sabendo que é assim que você quer que seja. O amor precisa mesmo ser um jogo? Pois é exaustivo fazer cara de paisagem e não olhar para você, mesmo quando sinto seu olhar sobre mim. Lola disse que ultimamente você só olha para mim. Ela diz que é como se você avaliasse minha reação o tempo todo, esperando o momento de eu surtar no meio da aula e dizer que eu te amo. Sinto lhe decepcionar, mas isso não vai rolar, Josh. Eu tenho executado o plano com perfeição e nem sequer olho para você. Isso me dói, isso me rói por dentro. Geralmente é fácil quando presto atenção na aula, mas tem vezes que pareço sufocar! De vez em quando você canta “Amores imperfeitos” do Skank, na aula e eu pareço que morro um pouquinho. Porque dói. Porque parece que você faz de propósito. Você me provoca cantando uma música tão linda que até parece uma mensagem subliminar para mim! Quando você canta “mentira se eu disser que não penso mais em você” eu me seguro na mesa discretamente para não sucumbir, para não cair no chão chorando e dizendo que eu te amo tanto! Pois eu concordo com a música e sei que nosso amor é imperfeito, mas por mim não seria assim! Eu me esforçaria para darmos certo! É que você consegue complicar tudo sempre! Você diz a coisa certa, ou canta, no caso, no momento errado pois é no meio da aula, e no dia que estamos só nós você diz a coisa errada. Parece que não estamos na mesma frequência. Eu já guardei tantos versos para te entregar num momento oportuno. Momento esse que eu nem sei se vai chegar. Então perdoe o desabafo. Ocorre que na noite em que descobri que eu te amava a consciência da descoberta me partiu como um raio. Aquilo me partiu como um raio e eu senti naquele instante, de algum modo que eu até então não sabia explicar, que a partir daquele momento eu estava estraçalhada e nunca voltaria a ser inteira. Aliás, eu nunca voltaria a ser inteira sem você e isso me iluminou de uma forma mágica ao mesmo tempo que me partiu ao meio como um ser andrógeno da narrativa de Platão, ser esse para sempre condenado a procurar sua metade para enfim ser completo. Aos poucos fui tomando consciência de que minha metade era você e que minha plenitude somente seria alcançada se eu tivesse você. É frustrante me derramar em versos continuamente se você nem sabe que todos os meus versos são para você. Eu diria para deixar a luz da sala acesa e para pedir para voltar, como na música. Talvez nem precisasse disso tudo. Precisaria de um olhar e eu iria até você. Se você fosse menos complicado. Se você fosse mais claro e objetivo. Se você fosse mais sério. Mas aí então talvez eu nem gostasse tanto de você. -Sua Annie. (mais que palavras)

Audrey P. B

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Pensador.com

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Outras frases de Audrey P. B

Me falaram que meu amor por ele não fazia sentido, que ele era muito imaturo, idiota e egocêntrico. Mas o amor não foi feito para fazer sentido. O amor não tem cor, nem idade, nem religião, então quem dirá lógica! O amor não é um cálculo matemático, cheio de frações e diretrizes;…
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Me falaram que meu amor por ele não fazia sentido, que ele era muito imaturo, idiota e egocêntrico. Mas o amor não foi feito para fazer sentido. O amor não tem cor, nem idade, nem religião, então quem dirá lógica! O amor não é um cálculo matemático, cheio de frações e diretrizes; ele é irracional como um animal selvagem, pulando sobre você quando você menos espera, não obedecendo a lógica ou a gramática, apenas os seus próprios instintos.

Meu querido, Essa é a última carta que lhe escreverei. Eu sei que já falei isso antes, mas não era verdade. Não era verdade pois eu estava desesperadamente tentando dar um ponto final em você no meu coração, mas meu coração ainda não estava pronto para isso, porque na ocasião to…
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Meu querido, Essa é a última carta que lhe escreverei. Eu sei que já falei isso antes, mas não era verdade. Não era verdade pois eu estava desesperadamente tentando dar um ponto final em você no meu coração, mas meu coração ainda não estava pronto para isso, porque na ocasião tocava 'Pérola negra"', do Luiz Melodia e eu sussurrava "'Baby te amo, nem sei se te amo"', com o coração e a alma confusos, pesados, machucados, e milhões de músicas me lembravam você. E agora nenhuma música me lembra você, e se toca alguma e eu ocasionalmente lembro, não é com raiva ou tristeza, nem com uma saudade insana, mas com alegria, pois foi bom enquanto durou. Porque foi, não vou ser hipócrita a ponto de dizer que não foi bom. Nosso amor foi como uma chuva de verão, algo doce e maravilhoso, mas que acabou rápido demais. E eu te odiei por terminar com tudo cedo demais, sem motivo e de forma imatura, como se brincar de amar fosse um passatempo para você. Há muito tempo sua irmã disse que o que você fez não foi por maldade, mas por confusão e imaturidade, e eu entendo. Agora eu entendo. Todos nós cometemos erros, o ser humano é falho e cheio de emoções, confusões, pensamentos, qualidades e defeitos, e acho que essa é a beleza de nossa espécie. Desculpe pelo meu ódio, por eu ter me fechado em um casulo de frieza e indiferença perante o mundo e ter te culpado por isso. Desculpe por não ter vivido nosso amor intensamente, e sim medida por medida, economizando o amor para quando acabasse, porque eu sabia que acabaria logo, e acabou. Desculpe por ter te tratado mal quando veio atrás de mim após partir meu coração, é que eu estava envenenada pelo ódio. E eu te perdoo também...Te perdoo pela sua impulsividade sem limites, por me roubar e depois ir embora furtivamente, como um ladrão. Te perdoo pelas vezes que me enganou e me tratou mal, fez eu me sentir a mais insignificante e desprezível criatura, com seu julgamento sobre potente e suas palavras ácidas. Te perdoo por me enganar, e por todas as coisas que você fez de errado e eu nem lembro mais... Como eu disse, as pessoas cometem erros e sempre vão cometer, por isso não devem fazer tempestade em copo de água como se fosse o fim do mundo. Mas no amor tudo é tempestade em copo de água, com sentimentos intensos e amores infinitos enquanto duram. E eu quero um amor infinito enquanto dure à lá Vinícius de Moraes, com a doçura de uma flor e a intensidade de uma chama. E eu sei que eu vou achar. Uma hora alguém vai aparecer e transformar todo o meu mundo. E eu te desejo grandes realizações, beijos longos, viagens incríveis e amores que durem mais de uma estacão, pois me perdoem os poetas, mas bons são os amores perenes, assim como os rios. Eles não têm tanta emoção quanto os efêmeros, ou reviravoltas, loopings e agitações, mas eles duram. E talvez durar seja a solução, talvez durar seja a coisa mais linda do mundo em um amor. Eu vejo meus avós, por exemplo, com quase 50 anos de casados e ainda tão meigos e apaixonados. Então é isso, eu lhe desejo um amor que dure, e eu vou achar, vou achar alguém que seja...extraordinário. Obrigada pela aventura e adeus uma vez mais.

Eu havia trancado o restante do amor que sentia por você em uma caixa escura dentro do meu coração. Porém, nesse momento há qualquer coisa, como o céu, o mar, o sopro do vento, que abriram essa caixa e levaram um sopro de oxigênio ao amor que sufocava. E agora esse amor está fort…
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Eu havia trancado o restante do amor que sentia por você em uma caixa escura dentro do meu coração. Porém, nesse momento há qualquer coisa, como o céu, o mar, o sopro do vento, que abriram essa caixa e levaram um sopro de oxigênio ao amor que sufocava. E agora esse amor está forte, agora esse amor está vivo, e grita. Grita em desespero para você voltar, grita em desespero para não morrer.

Eu elegi quinta- feira como meu dia preferido, mesmo preferindo a sexta, porque era na quinta que eu o via, que ele me cumprimentava e eu correspondia com um sorriso. Passei a amar as terças, porque era nas terças-feiras que ele conversava comigo por longos minutos até o ônibus p…
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Eu elegi quinta- feira como meu dia preferido, mesmo preferindo a sexta, porque era na quinta que eu o via, que ele me cumprimentava e eu correspondia com um sorriso. Passei a amar as terças, porque era nas terças-feiras que ele conversava comigo por longos minutos até o ônibus parar em seu destino e ele me acenar um adeus. Coloquei as quartas-feiras em um altar, porque era nas quartas que ele me beijava, dizia que me amava, me cobria de elogios e promessas me dizendo um "até logo" cheio de segundas intenções. E eu odiava as segundas- feiras, porque era tudo cinza e sem graça sem a presença dele ali, como se nada tivesse importância e perdesse o tom, o sabor, a cor. E agora eu prefiro as segundas porque não preciso vê-lo, porque na segunda o coração não dói, porque não preciso me fingir distraída para não vê-lo quando ele passa, porque na segunda eu consigo respirar aliviada. Porque na segunda-feira, de algum modo, o coração não sangra.