Frase de Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
Canções ao vento do tempo Escrevi canções com o coração sangrando, num tempo em que ele era sol nos meus dias. Agora leio versos que o tempo desfez, e me pergunto por que a estrada virou bruma. Ficaram as notas, os ecos, os refrões, mas ele... foi embora como poeira no horizonte. Talvez nem saiba que vive em cada estrofe. Choro sozinho, como a chuva na varanda, mas lembro do riso, do jeito de amar o mundo. Ele era lindo — não só no rosto, mas na alma que dançava. Essa canção é confissão e altar, é onda do mar que quebrou em mim. Homem feito de céu e sal, de estrela-do-mar e alvorada. Ele era arte sem moldura, jazz tocado por deuses errantes, riqueza rara colhida em jardins de sonho. E eu? Fiquei com a beleza que restou: a lembrança, o verso, e o dom de ter amado alguém assim.
Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No pensador.ai desde