Frase de Bruno M. Tôp
A comitiva segue adiante, Procurando um caminho, O nobre cavaleiro à frente, Seguido pelo trovador, Que sopra uma doce flauta. Logo depois vem o escribão, Esbanjando um sorriso cativante, Segurando sua pena e pergaminho, E rindo do bobo da corte, O último desse estranho cortejo. Cada um segue por aquele caminho, Cheio de aventuras e incertezas, Mas com um único desejo, O de encontrar o amor. Cada qual ao seu jeito, Era uma estação, E simbolizava um animal, Cada qual ao seu jeito, Acreditava no amor, E tinha seus motivos, Para seguir nessa busca. O cavaleiro tão confiante, Visualisava no amor, A mais nobre das missões, E uma aventura, Recheada de emoções. Era o outono, Uma furão sem dono, Misturando nobreza e orgulho, sem nunca abaixar a cabeça pra ninguém, Por isso sempre tropeçava, Em alguns pedregulhos. O tímido trovador, Acreditava que com o amor, Poderia finalmente, A mais perfeita das sinfonias, compor. Era a primavera, Uma coruja observadora, Cardioso e timido demais, Para falar o que pensava, E acava fazendo, o que não precisava. Já o astuto escribão, Queria encontrar o famoso amor, Fonte para a inspiração, De tantos livros que conhecia, Queria poder escrever, Sobre a verdadeira alegria. Era o verão, Uma raposa astuta, Sincera demais, que falava mais que devia, E acabava criando confusão, Sem nem ter noção. E o bobo da corte, Só esperava que o tal amor, Pudesse fazê-lo sorrir, Sem que dependesse de piadas. Era o inverno, O corvo pensativo, Que sempre desconfiava do motivo, De alguém se aproximar dele, Fazendo os bons e os ruins, Temerem uma aproximação, Escondia tudo isso atrás das palhaçadas. É assim que se inicia, Mais um belo conto de fadas, O prólogo chega ao seu fim, Quando num crépusculo carmesim, Os quatro herois se separam. Numa mágica encruzilhada, Cada um segue sozinho, Por um sinuoso caminho. Se lançando a própria sorte. Sem temer a dor ou a morte.
No pensador.ai desde