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Frase de P.H.Wolff

O CORVO Vago por entre os túmulos que me fitam com seus olhos de mármore Sentindo a chuva que perfura a carne e sangra a alma Tornando o dia cinza Reflito assim sobre a morte Transformo todo vão pensamento ou cada tétrica palavra em sonetos sombrios E as escrevo com imagens em minha mente Os homens de outrora vagavam como sonâmbulos Desprovidos da leveza do espírito Reclamões, céticos e agnósticos. Cuspindo discursos doentios nos ouvidos mecânicos da laica classe operária Agora jazem em silêncio sepultados Não mais desejam, não mais sussurram, não mais amam, não mais sangram Silêncio Consegue ouvir? Um corvo me olha imóvel sobre as pedras Olho para as lápides e procuro por homens Não os vejo Penso em mim quando eu já não mais existir Outro alguém procurará por meus olhos? Desejará ouvir minha voz procurando respostas? E assim como eu agora só ouvirá uma resposta Morreu...

P.H.Wolff

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Que o sono descanse a carcaça maldita na qual foste moldado, e durma sabendo que os deuses gozam com nossa desgraça.