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Frase de Fernandha Franklin

Uma boneca fora de matrix (Fernandha Franklin) Ela acordou em meio a uma massa "auto alienada", que procurava recursos hipnotizantes, para manterem-se isentas da realidade. Uma massa que parecia desperta e consciente por estarem de olhos abertos, mas que não "enxergavam" nada. Ela acordou cedo...em meio a uma multidão que acreditava ser "humanidade", mas de forma zumbificada, nem acordada estava. Então ela que acordou cedo, Sozinha e com medo, permaneceu imóvel em silêncio, como se também não tivesse vida. Chocada e calada, só restava-lhe observar a desastrosa dança dos sonâmbulos. E eles estavam em toda parte... Na tv... no rádio... nas revistas... nos palcos... na rua... na repartição ao lado... no ponto de ônibus... em casa.... e até ministrando palestras motivacionais. Sentindo-se, raros e especiais, mas sem perceber que eram de fato, escravos da vaidade, ao crer em sua utilidade perante a sociedade . E haviam uma minoria... Uns poucos conscientes (donos de suas próprias mentes) que ao atreverem despertar a maioria, eram boicotados... Julgados "coitados", ou "aqueles que não sabiam o que diziam". Naquela época, a principal forma de alienar a massa consistia em descredibilizar a verdade, fazendo com que riam da "cara" de quem se arriscasse a contar sobre como o mundo realmente era . Então os loucos eram os acordados... E os normais, todos aqueles que dormiam de olhos abertos. E ela observava... Mas pouco fazia além de escrever pequenas doses de "verdades cruas" misturadas à contos, poemas e textos sem grandes impactos. Havia verdade em tudo, e ela esperava que os que queriam despertar, fossem capazes de perceber. E foi assim, que mesmo calada, ela falava para uma massa que dormia.

Fernandha Franklin

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Pensador.com

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Conversa com a chuva (Fernandha Franklin) Fiquei horas e horas ali,
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Conversa com a chuva (Fernandha Franklin) Fiquei horas e horas ali, debaixo daquela marquise esperando a chuva passar. Meu Deus, como eu amo chuva. O pensamento vago é sempre inevitável, assim como é inevitável o cheiro das gotas que tocam o chão. Eu estava ali, mas minha razão não... e quem precisa de razão quando a chuva lava a alma? Um raio me trouxe de volta pra vida real. Olhei no visor do celular. Quinze pras oito da noite, e eu só precisava atravessar um quarteirão e já estaria em casa. Se preferi ficar ali esse tempo todo, era só para observar a chuva de perto, mas sem me envolver. Mas já estava tarde; e agora eu iria me jogar em meio aos pingos constantes, e foi caminhando sem pressa que cheguei em casa. A roupa estava encharcada,a vida estava lavada e agora uma vontade de viver tudo o que planejei me invadia; afinal mais um ano começa a se despedir, e o banho de chuva me trouxe uma enxurrada de lembranças das coisas que prometi à mim mesma e ainda não cumpri. Dos planos que fiz...mal lembro quais eu realmente quis. Das pessoas que me empenhei em conhecer...nenhuma realmente se conhecia. Dos projetos que arquitetei...nenhum saiu do papel. Dos amores que pensei que teria... nenhum poderia ser pausa no meu dia a dia. Da fé que quis fortificar...tropecei mil vezes para tentar levantar. Só dos lugares que desejei conhecer por fim,um deles realizei: o de viajar em mim!! Como pode né? Uma chuva "qualquer" conversar tão bem com a gente?