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Frase de Moacir LuÌs Araldi

Defumando Versos Tirou do violão, talvez a derradeira nota. A voz não respondeu. Mudo, apoiou o rosto no próprio instrumento. O fogo ainda o aquecia. A parede da alma já amarelada. A fumaça aumentava Preenchendo cada vazio da poesia da sua vida, Defumando os versos, provocando tosse na rima. O pensamento mal cavalgava lembranças De um alfabeto extinto. De súbito soprou a vela Percebendo a complexidade escura do labirinto. Apenas vestígios de carvão. Nas cinzas, o destruído eterno. Nada mais das chamas galopantes Vistas pouco tempo antes. De costas deitou-se no chão. Cobriu o rosto com o próprio chapéu. De qualquer forma não viria o céu. Nos olhos apenas nuvens formando véus.

Moacir LuÌs Araldi

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Seja via só de passagem. Não plante futuros entre as pedras, nem abane adeuses em cais, em momentos sombrios. Melhor ouvirmos o vento declamar redemoinho-de-poesias que enchem de alegrias, mesmo que fúteis e vazias. Sem medo de decepções, mantendo o sonho bem vivo e a felicidade em nossas mãos.

Embaçado O dia estava me esperando. Lindo. Primaveris adornos a enfeitá-lo.
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Embaçado O dia estava me esperando. Lindo. Primaveris adornos a enfeitá-lo. O talentoso sol desenhava sombras dos meus pedaços. No outside marítimo pranchas a deslizar com surfistas equilibrados. E eu que acabei de chegar de um sonho “desperfumado” questionei Por que havia me acordado? Meus olhos buscaram também o céu. Límpido, mas estranhamente o vi embaçado.