Frase de Marta de Andrade Pacheco
Estamos dentro das grades Portas fechadas Mal podemos respirar Já não tínhamos dinheiro Estamos na era do desemprego Crise mundial Vivemos combatendo novos fenômenos Ouvimos a pingueira contínua da PEC O disco arranhado das reformas O bater de gavetas dos processos São fitas K7 enroladas Bolo de linhas embaraçado Impressora com papel atolado Bujão sem gás num domingo Sapato furado na chuva A bactéria hospitalar Ninguém sabe ou todo mundo sabe onde está o dinheiro Mas, ninguém sabe quem irá devolver bens Das ruínas onde agora brilham vidros Construções de engenheiros fuleiros Como estalagmites Icebergues tropicais Estamos mesmo à mercê de bandidos Não importam tantos riscos É ignorar a própria sorte Se é que ainda alguém pode se desviar do norte E enganar todo e qualquer coiote Queremos um pouco de ar
No pensador.ai desde