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Frase de Aline Diedrich

Um gole de coragem é o que basta. Um gole apenas para quebrar os gelos do passado, derreter a neve acumulada nos telhados de suas moradas e aquecer a vida, fazendo de coberta a fé no poder dos amanhãs. Um gole apenas que, primeiramente desce queimando e, depois, coloca cor nos dias cinzas, luz no breu das noites e chuva nas estiagens da alma, porque todo mundo precisa de horas de temporal para assentar a poeira e de dias ensolarados para lavar, secar e organizar a bagunça que, outrora, o tempo também fez. Uma dose, somente, para alargar as vielas estreitas da estrada da vida, atravessar as pontes compridas e trêmulas e desatar todos os nós que prendem os caminhos. Um gole de coragem sempre basta.

Aline Diedrich

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Quantos mil degraus? Cair do telhado e quebrar a perna, jamais impediu que prosseguisse naquela busca insana por um pedaço do céu. Planejava ter uma escada tão alta, apoiada no Everest, para contar com exatidão quantas estrelas habitavam no espaço e tocar o firmamento com a pont…
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Quantos mil degraus? Cair do telhado e quebrar a perna, jamais impediu que prosseguisse naquela busca insana por um pedaço do céu. Planejava ter uma escada tão alta, apoiada no Everest, para contar com exatidão quantas estrelas habitavam no espaço e tocar o firmamento com a ponta dos dedos. Desde que nasceu lhe ensinaram a olhar para o alto. Jamais baixar os olhos diante qualquer desafio que a vida colocasse em sua frente. Seu paraíso era ali, o agora, o momento de incerteza e de acreditar em adivinhações tolas do futuro. Foi assim que decidiu escalar as montanhas, pular alguns muros velhos e despintados e colocar seu balanço feito de pneu em meio os prédios da cidade. Mas por mais que subisse todos os degraus, o firmamento continuava distante. Teve a impressão de que não passava de uma ilusão de óptica, um delírio de consumo impagável, o máximo que seus olhos conseguiam ver. Mas ainda assim era azul. Azul celeste. Olhou outra vez para o céu. __ E aí, será que chove? Perguntou o cara parado ao seu lado, enquanto esperavam o ônibus que estava atrasado como sempre. Ainda precisava perder o medo de altura.