Frase de Danielli Rodrigues
Patinho Patinho anda De repente pára aqui Porque cai um cáqui
No pensador.ai desde
Patinho Patinho anda De repente pára aqui Porque cai um cáqui
No pensador.ai desde
Patativa do Assaré Dentre o cultivo de terras surge o poeta do Ceará
Patativa do Assaré Dentre o cultivo de terras surge o poeta do Ceará de seus envolventes repentes o maravilhoso desafio do improviso o casamento da poesia e da música o delicioso canto de criação de versos. Ó ave Patativa que beleza de canto, de poesia de fineza, de melodia de uma oralidade marcante cheia de significações e sensações. Entre a voz e a entonação as pausas entre o ritmo e o pigarro a expressão com perfeição sua ironia, veemência e hesitação. De sonetos clássicos à décima e a sextilha nordestina ora linguagem culta ora linguagem do dia a dia emerge a poesia matuta. Antônio Gonçalves da Silva agricultor, improvisador compositor, cantor poeta popular nossa ave brasileira.
Cecília Meireles Mortes, perdas, tristezas Uma vida de incertezas
Cecília Meireles Mortes, perdas, tristezas Uma vida de incertezas Com o efêmero e com o eterno. Do silêncio e da solidão a infância O mundo fantástico dos livros A fuga, a busca, a imaginação. Do encontro dos dois mundos Cria a consciência e a sensibilidade Da real transitoriedade de toda a compreensão da vida e da humanidade. Aprende a maturidade e a individualidade Com muita distinção e louvor foi professora, pedagoga, jornalista e pintora Entre línguas, literaturas, músicas, folclores e teorias de educação. Na literatura a sua infância, suas viagens e situações circunstanciais Eleva-se na poesia primitiva Que poesias! Puras, belas e verdadeiras. Pungente de lirismo transfigurador E terno de lirismo espontâneo Simples sonetos de complexos simbolismos Impregnados das pessoas, dos costumes e dos idiomas. Uma poesia atemporal A procura pela musicalidade Deixa o doce encanto Do mistério do canto das poesias A vaga existência e a razão do ser humano.
Cora Coralina Minha doce Ana humildade que encanta
Cora Coralina Minha doce Ana humildade que encanta das suas mãos a doce profissão. Transformou a doçura em palavras e palavras em poesia e poesia em sentimentos e sentimentos em pessoas. Sem se importar com gramáticas com escolas literárias priorizou a mensagem para a forma virar simplicidade. Dos becos históricos de Goiás o cotidiano da nossa gente canônica eternamente doceira das palavras. Leva o Prêmio Juca Pato com o carinho da sua gente Ana, Aninha nossa doce Cora Coralina.
O trem Pensei nisso hoje mas bem lembro
O trem Pensei nisso hoje mas bem lembro ter pensado isso antes bem antes bem depois de ver o trem o trem passando divagando respirando a ida a vida das nuvens dos ares das aves abaixo o trem vem rosnando detonando os ventos queridos deixados achados vem outrem no trem no ruído doído da minha alma a minha calma nos olhos fechados o trem vem!