Frase de Édipo Ázaro
Soneto das Línguas do Ser Em cada língua, um tom da consciência, um modo do infinito se dizer; no inglês, a mente em fria reverência, no russo, o abismo aprende a renascer. O italiano canta em transparência, faz do divino um gesto de prazer; o chinês respira a impermanência, e o verbo volta ao nada, sem sofrer. O português? É carne e transcendência, onde razão e alma vêm beber; é ponte entre o corpo e a existência, eco de um Deus que tenta se entender. Pois toda língua é um espelho do espírito — e o homem fala pra lembrar o infinito.
No pensador.ai desde