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Frase de Susana de Luiz Lopes

⁠Ode pela morte de uma gata querida. Pessoas, flores, gatos. Planos e danos! São como aqueles fios delicados no tecido emaranhado das nossas vidas que “miam”; Esperanças, vontades, ódio, amor; fogo que desvanece! Entre outonos que se desprendem, rosas de outubro que sopram… Os “miados” do meu jardim, que cá na alma padece. O que sabemos sobre o real, o profundo, o duro da vida. Do cru sentimento vazio, de corações calorosos e outros tão desumanos. Engatinha ainda pelo chão frio, como se (rocha) entorpecida. Entre praças, ruas e avenidas, pelo rugido faminto de um leão soberano. Ó!? Pessoas, que nenhuma injustiça nos sobrevenha! Não interpretem mal as cordas mais (sutis) das nossas felinas vidas. Nem nos abandonem ou nos culpem pela covardia dos atos mundanos. Lucy, ó amargura! Minha pequena querida. Com o seu bigode de neve e a sua calda lunar abanando. Toque-me com a sua pata de veludo - flor Amor! Amor! Ouço os sinos que vem das ruas como um sinal de choro, miando. Eles ainda estão a nos machucar… Eles ainda nos estão machucando… Assim, lamentamos também “miar” nossas dores, frustrações e sonhos em silêncio. Como se pesadas pérolas pelas marés afundando; Eletrônicos quebrados, conflitos, cálculos, preocupações, ressentimentos, grama malcuidada, mobília empoeirada, expectativas desmoronando… O que isso importa? Lucy, já lá no céu; Com o seu bigode de neve e a sua calda lunar acenando. Até breve!

Susana de Luiz Lopes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Tudo que é inerente ao homem é inerente a Deus, mas tudo o que é inerente a Deus não é inerente ao homem.